sábado, 26 de Dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009
Feliz Natal
Do amigo Hélio Matias recebemos este belíssimo postal de Natal com a seguinte mensagem:"Envio-lhe um postal da minha colecção, editado em 1943, com desenho de Raquel Roque Gameiro.
Votos de FELIZ NATAL ao DasMargens...
Um abraço
Hélio Matias"
quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009
terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
domingo, 20 de Dezembro de 2009
Lavanda - Ach Brito
O "Sabonete Suave Lavanda" da Ach. Brito é o sabonete da nossa infância que recentemente reencontrei num supermercado. Foi, digamos, um reencontro... cheiroso e cremoso. E é português, é nosso.Um dia falarei das marcas na nossa infância. Lembram-se da pasta medicinal Couto, do Atum Tenório e das sardinhas Pátria, das bolachas Maria da Triunfo, da Farinha Amparo, do Chá Luso, do Azeite Gallo, do sabão Rosa e do Omo, das pomadas para sapatos Victória... e tantas outras.
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Porto de Mós - Mercado
Excelente bilhete postal ilustrado do Mercado/Feira em Porto de Mós, cerca de 1910. Exemplar não circulado.
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Postais
Justiça de Fafe
Excelente bilhete postal ilustrado ilustrando a "Tradição" da Justiça de Fafe, edição de Luiz Noogueira Mendes Moniz, cerca 1920. Exemplar não circulado.
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Postais
"Valado dos Frades - Memórias - 3", de Hélio Matias
O Professor Hélio Matias é um bom amigo que, entre muitas outras coisas, vive com enorme intensidade tudo o que diz respeito à sua terra, Valado dos Frades. Conhecemos edições de postais (ele que é um apaixonado da cartofilia), e acabamos de conhecer este livro que de forma exaustiva, elenca os grandes acontecimentos que marcam a história de Valado dos Frades, desde 1259... mas sobretudo nos últimos 150 anos.
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Livros
Contributos para o estudo da História de Amarante/Gondar, de Luís Coutinho Amaral
Acaba de ser lançado o livro "Contributos para o estudo da história de Amarante/Gondar", de Luís Coutinho Amaral, que reúne a sua colaboração no Jornal escolar "Mem Gundar", da Escola de Chedas, Gondar, entre Dezembro de 1992 e Dezembro de 2001. Uma excelente homenagem a este grande Amigo e intelectual de grande craveira que nos deixou há já sete anos.
O reconhecimento é um dos mais belos sentimentos do ser humano.
A edição é do Grupo de Amigos da Biblioteca/Museu Municipal de Amarante.
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Livros
sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Revista de Imprensa
In "Público" online
Debate do Plano e Orçamento para 2010
Madeira “funciona como estado regional” e a sua “dívida é grande”, reconhece Jardim
17.12.2009 - 19:42 Por Tolentino de Nóbrega
“Se desta vez voltarem a negar os meios financeiros a que temos direito, temos que pensar noutros caminhos”. Com esta ameaça, de índole separatista, o presidente do governo regional, Alberto João Jardim, terminou hoje a intervenção final no debate parlamentar do Plano e Orçamento da Madeira para 2010.
A independência do arquipélago não está, para já, nos seus planos, salvaguardou, “não porque tenha qualquer complexo em relação a isso ou algum sentimento em relação à República”, mas porque “neste momento não há condições”. Mesmo assim, disse, “a Madeira já funciona como estado regional, embora não gostem”.
Nem a ameaça separatista, nem a duração do discurso de quase de duas horas, nem a saída dos deputados da oposição - em protesto pela ausência do governante nos três dias de debate - constituíram novidade. Muito menos o ataque ao Governo de José Sócrates por causa da lei das finanças regionais, que pretende rever (tema recorrente e quase exclusivo das intervenções públicas dos últimos anos) daí ter suscitado raros aplausos da bancada social-democrata.
Novo é, como deixou transparecer hoje na sessão parlamentar, o reconhecimento do estado das finanças regionais, tema introduzido na intervenção do governante, acossado pela oposição que nos três dias de debate criticou o “monstro” da “irresponsável” dívida regional. Por isso, PS, PCP e BE votaram contra o Plano e Orçamento, aprovado com os votos do PSD e a abstenção de MPT e CDS-PP.
O líder do PS, João Carlos Gouveia, considerou que os dois documentos estavam marcados pela “desfaçatez daqueles que, aconchegados na luxúria do poder, causaram muito mais danos aos madeirenses do que a Lei de Finanças Regionais”. Antes, Carlos Pereira, da mesma bancada, afirmou que o orçamento é “um mero exercício de retórica política que sustenta as opções tresloucadas de um Governo habituado a gastar muito e a gastar mal”, que está “hipotecado não apenas pela dívida, mas também por operações ruinosas e levianas que retiram margem de manobra para encontrar soluções à emergente calamidade social”.
Endividamento
Leonel Nunes, do PCP, acusou o governo regional de criar um “garrote” pelo seu constante endividamento vaticinando que “corre o sério risco de inaugurar um novo monumento” na sua História, o “da insolvência da autonomia”. Também Fernando Letra, do BE, criticou o orçamento por ser prejudicial à população e o presidente do governo por não ter estado presente nos dois dias de debate.
Apesar de se ter abstido, o CDS-PP também classificou de mau o orçamento de 1,5 mil milhões de euros. Lino Abreu lembrou que “o total da dívida directa e indirecta, juntamente com os encargos assumidos e não pagos, aproxima-se dos seis mil milhões de euros, ultrapassando o PIB da região”, próximo dos 4,5 mil milhões.
“A divida é grande, é verdade”, reconheceu Jardim que justificou o recurso ao “endividamento de futuras gerações” como única forma de “infra-estruturar o território”, um “investimento sustentado”. Fechado este ciclo em 2011, ano da sua sempre adiada saída do governo, o próximo ciclo político e económico “é para rentabilizar as infra-estruturas já realizadas”. Até lá, admitiu, serão tempos “mesmo duros”.
Mas as dificuldades, adiantou Jardim, advêm de ele “ser contra o regime”. Isso “acarreta as iras do regime, até de alguns sectores do meu partido que estão a comer à grande e à francesa à custa do regime”, disse.
“A República fez de nós o bode expiatório”, queixou-se aquele membro do conselho de Estado, o qual, através das respectivas instituições, entra “em braços-de-ferro com a Madeira para mostrar a sua soberania”. Quanto aos “cortes” de Sócrates à Madeira “foram feitos com ódios e com fins políticos”, concluiu Jardim para quem “os graves problemas que este país atravessa encontram nesta prenda de Natal aos portugueses a aprovação dos casamentos 'gay'”.
Debate do Plano e Orçamento para 2010
Madeira “funciona como estado regional” e a sua “dívida é grande”, reconhece Jardim
17.12.2009 - 19:42 Por Tolentino de Nóbrega
“Se desta vez voltarem a negar os meios financeiros a que temos direito, temos que pensar noutros caminhos”. Com esta ameaça, de índole separatista, o presidente do governo regional, Alberto João Jardim, terminou hoje a intervenção final no debate parlamentar do Plano e Orçamento da Madeira para 2010.
A independência do arquipélago não está, para já, nos seus planos, salvaguardou, “não porque tenha qualquer complexo em relação a isso ou algum sentimento em relação à República”, mas porque “neste momento não há condições”. Mesmo assim, disse, “a Madeira já funciona como estado regional, embora não gostem”.
Nem a ameaça separatista, nem a duração do discurso de quase de duas horas, nem a saída dos deputados da oposição - em protesto pela ausência do governante nos três dias de debate - constituíram novidade. Muito menos o ataque ao Governo de José Sócrates por causa da lei das finanças regionais, que pretende rever (tema recorrente e quase exclusivo das intervenções públicas dos últimos anos) daí ter suscitado raros aplausos da bancada social-democrata.
Novo é, como deixou transparecer hoje na sessão parlamentar, o reconhecimento do estado das finanças regionais, tema introduzido na intervenção do governante, acossado pela oposição que nos três dias de debate criticou o “monstro” da “irresponsável” dívida regional. Por isso, PS, PCP e BE votaram contra o Plano e Orçamento, aprovado com os votos do PSD e a abstenção de MPT e CDS-PP.
O líder do PS, João Carlos Gouveia, considerou que os dois documentos estavam marcados pela “desfaçatez daqueles que, aconchegados na luxúria do poder, causaram muito mais danos aos madeirenses do que a Lei de Finanças Regionais”. Antes, Carlos Pereira, da mesma bancada, afirmou que o orçamento é “um mero exercício de retórica política que sustenta as opções tresloucadas de um Governo habituado a gastar muito e a gastar mal”, que está “hipotecado não apenas pela dívida, mas também por operações ruinosas e levianas que retiram margem de manobra para encontrar soluções à emergente calamidade social”.
Endividamento
Leonel Nunes, do PCP, acusou o governo regional de criar um “garrote” pelo seu constante endividamento vaticinando que “corre o sério risco de inaugurar um novo monumento” na sua História, o “da insolvência da autonomia”. Também Fernando Letra, do BE, criticou o orçamento por ser prejudicial à população e o presidente do governo por não ter estado presente nos dois dias de debate.
Apesar de se ter abstido, o CDS-PP também classificou de mau o orçamento de 1,5 mil milhões de euros. Lino Abreu lembrou que “o total da dívida directa e indirecta, juntamente com os encargos assumidos e não pagos, aproxima-se dos seis mil milhões de euros, ultrapassando o PIB da região”, próximo dos 4,5 mil milhões.
“A divida é grande, é verdade”, reconheceu Jardim que justificou o recurso ao “endividamento de futuras gerações” como única forma de “infra-estruturar o território”, um “investimento sustentado”. Fechado este ciclo em 2011, ano da sua sempre adiada saída do governo, o próximo ciclo político e económico “é para rentabilizar as infra-estruturas já realizadas”. Até lá, admitiu, serão tempos “mesmo duros”.
Mas as dificuldades, adiantou Jardim, advêm de ele “ser contra o regime”. Isso “acarreta as iras do regime, até de alguns sectores do meu partido que estão a comer à grande e à francesa à custa do regime”, disse.
“A República fez de nós o bode expiatório”, queixou-se aquele membro do conselho de Estado, o qual, através das respectivas instituições, entra “em braços-de-ferro com a Madeira para mostrar a sua soberania”. Quanto aos “cortes” de Sócrates à Madeira “foram feitos com ódios e com fins políticos”, concluiu Jardim para quem “os graves problemas que este país atravessa encontram nesta prenda de Natal aos portugueses a aprovação dos casamentos 'gay'”.
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Revista de imprensa
quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
Revista de Imprensa
In "Portugal Diário" online, com a devida vénia

Descoberto planeta com muita água fora do sistema solar
Situa-se a uma distância de 42 anos-luz da Terra
Um planeta extra-solar de pequeno tamanho, comparativamente com outros planetas extra-solares, mas possivelmente com muita água, foi descoberto em redor de uma estrela pouco massiva.
A revelação é feita num estudo publicado esta quarta-feira na revista Nature, que localiza o planeta a cerca de 42 anos-luz da Terra.
Apesar de ser mais pequeno que maior parte dos planetas encontrados fora do sistema solar, tem uma massa correspondente a 6,6 vezes a da Terra.

Descoberto planeta com muita água fora do sistema solar
Situa-se a uma distância de 42 anos-luz da Terra
Um planeta extra-solar de pequeno tamanho, comparativamente com outros planetas extra-solares, mas possivelmente com muita água, foi descoberto em redor de uma estrela pouco massiva.
A revelação é feita num estudo publicado esta quarta-feira na revista Nature, que localiza o planeta a cerca de 42 anos-luz da Terra.
Apesar de ser mais pequeno que maior parte dos planetas encontrados fora do sistema solar, tem uma massa correspondente a 6,6 vezes a da Terra.
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Revista de imprensa
segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
14 de Dezembro
In "Recordando... Maria José Teixeira de Vasconcelos", Edição CM Amarante, 2008Maria Amélia Vasconcelos
O reconhecimento dos contributos dados para a preservação da obra de Teixeira de Pascoaes não ficaria completo sem a justíssima referência a D. Maria Amélia Vasconcelos e ao seu marido João Vasconcelos, herdeiros da Casa de Pascoaes.
Sem o esforço e a sua dedicação permanente para manter e conservar em boas condições o espólio de Pascoaes, muito vezes sem os apoios que deveriam ter das autoridades culturais deste país, parte daquele acervo poderia já ter-se desligado, ou perdido como conjunto, para sempre.
E, podemos confirmá-lo, não tem sido fácil.
Daí que a D. Maria Amélia, sempre sorridente e disponível para receber todos os que se interessam pela vida e obra de Pascoaes, merece um público reconhecimento pelo contributo que tem dado para a cultura portuguesa.
Só uma grande alma o poderia fazer.
Muito obrigado, D. Amélia. Haveremos de ganhar esta "batalha" de colocar a obra de Pascoaes no lugar a que tem direito.
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Teixeira de Pascoaes
14 de Dezembro
"O Hermínio. Trazia o coração nas mãos e dava-as, como uma criança enorme, quando encontrava os amigos. A apertá-los muito nos braços. A ver o melhor neles. A levá-los ao melhor. A escrever, a traduzir, a cantar, a dançar, a comer, a beber. Uma força viva, íntegra. Tão em festa entre ervas e pássaros como no grande crepúsculo das cidades.""O Amor Todo" - Texto de Alexandra L. Coelho, na morte do poeta-editor, in Público 4/06/2001
Manuel Hermínio Monteiro foi um grande sonhador. O homem que na Assírio & Alvim levou longe o sonho de manter viva a obra de Teixeira de Pascoaes, publicando-a quando todos fugiam dela. Com dificuldades que ultrapassava com uma simpatia do tamanho do Mundo como só um transmontano é capaz de ter.
Neste 14 de Dezembro, ao evocar Pascoaes tenho que evocar também o Manuel Hermínio Monteiro. E agradecer. Porque o reconhecimento é um dos mais nobres sentimentos do Homem.
O Herminio deixou-nos há 8 longos anos mas a sua vida e obra viverá para sempre nas nossas memórias.
Lembro sempre o dia em que o Hermínio aceitou o desafio de vir a Amarante assistir ao despique dos bombos nas Festas do Junho. Os seus olhos de espanto e a comunhão que nos irmana perante as manifestações ancestrais do ser humano.
Obrigado por tudo, Amigo.
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Teixeira de Pascoaes
domingo, 13 de Dezembro de 2009
14 de Dezembro
CANÇÃO DUMA SOMBRA
Ah, se não fosse a névoa da manhã
E a velhinha janela, onde me vou
Debruçar, para ouvir a voz das cousas,
Eu não era o que sou.
Se não fosse esta fonte, que chorava,
E como nós cantava e que secou...
E este sol, que eu comungo, de joelhos,
Eu não era o que sou.
Ah, se não fosse este luar, que chama
Os espectros à vida, e se infiltrou,
Como fluído mágico, em meu ser,
Eu não era o que sou.
E se a estrela da tarde não brilhasse;
E se não fosse o vento, que embalou
Meu coração e as nuvens, nos seus braços,
Eu não era o que sou.
Ah, se não fosse a noite misteriosa
Que meus olhos de sombras povoou,
E de vozes sombrias meus ouvidos,
Eu não era o que sou.
Sem esta terra funda e fundo rio,
Que ergue as asas e sobe, em claro voo;
Sem estes ermos montes e arvoredos,
Eu não era o que sou.
Teixeira de Pascoaes, in "As Sombras"
Ah, se não fosse a névoa da manhã
E a velhinha janela, onde me vou
Debruçar, para ouvir a voz das cousas,
Eu não era o que sou.
Se não fosse esta fonte, que chorava,
E como nós cantava e que secou...
E este sol, que eu comungo, de joelhos,
Eu não era o que sou.
Ah, se não fosse este luar, que chama
Os espectros à vida, e se infiltrou,
Como fluído mágico, em meu ser,
Eu não era o que sou.
E se a estrela da tarde não brilhasse;
E se não fosse o vento, que embalou
Meu coração e as nuvens, nos seus braços,
Eu não era o que sou.
Ah, se não fosse a noite misteriosa
Que meus olhos de sombras povoou,
E de vozes sombrias meus ouvidos,
Eu não era o que sou.
Sem esta terra funda e fundo rio,
Que ergue as asas e sobe, em claro voo;
Sem estes ermos montes e arvoredos,
Eu não era o que sou.
Teixeira de Pascoaes, in "As Sombras"
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Teixeira de Pascoaes
14 de Dezembro
A 14 de Dezembro de 1952 esta mesa de trabalho ficou deserta. Estes livros, estes manuscritos e apontamentos, cartas e reflexões ficaram órfãos do Mestre. Pascoaes continua vivo na nossa memória. A sua obra, essa é eterna.
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Teixeira de Pascoaes
14 de Dezembro
A 14 de Dezembro de 1952, morreu na Casa de Pascoaes, em S. João de Gatão, Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, conhecido pelo nome de Teixeira de Pascoaes, uma das mais ilustres figuras da cultura portuguesa do Século XX.
Teixeira de Pascoaes nasceu na freguesia de S. Gonçalo a 2 de Novembro de 1877.
Estudou no Liceu de Amarante indo depois para Coimbra onde fez a licenciatura em Direito.
Publicou o primeiro livro de poemas "Embryões", em 1895, deixando uma vastíssima obra com mais de cinquenta títulos, nos géneros de poesia e prosa. Foi traduzido em diversas línguas.
Foi o líder da corrente do saudosismo, importante figura da Renascença e responsável pela revista "A Águia".
Cinquenta e sete anos depois da sua morte, a sua obra perdura. Forte. Um diamante à espera de ser lapidado.
E que tal homenagearmos Pascoaes lendo alguma das suas obras.
Por exemplo, a poesia da "Senhora da Noite" ou da "Elegia do Amor", a filosofia na "A arte de ser português" ou n' "O Homem Universal", ou a prosa d' "A Beira num relâmpago" ou no "Duplo Passeio", ou as biografias de "S. Paulo" ou "Napoleão", sem esquecer o notável "Livro de Memórias".
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Teixeira de Pascoaes
14 de Dezembro
Foto Arquivo Fotográfico Municipal de LisboaA 14 de Dezembro de 1914 de 1918 morria assassinado na Estação do Rossio, em Lisboa, o Presidente da República, Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais.
Sidónio Pais nasceu em Caminha em 1 de Maio de 1872. Foi incorporado em 1888 como voluntário no Regimento de Infantaria 23, em Coimbra.
Em 1892 terminou o Curso da Escola do Exército.
No final de 1893 foi colocado em Amarante.
Aqui conheceu Maria dos Prazeres Bessa Pais, sobrinha do influente advogado Dr Miguel Pinto Martins, com quem viria a casar em 1895.
Depois do casamento regressou a Coimbra e à vida académica concluindo a licenciatura em Matemática e inicou a preparação do doutoramento que concluiu em 1898 com a classificação de Muito Bom com 19 valores. Seria depois lente, catedrático. Proferiu a Oração de Sapiência em 16 de Outubro de 1908.
Neste percurso seria apadrinhado por António Cândido e Miguel Pinto Martins.
Com a implantação da República, virou-se para a política e seria nomeado vice-reitor da Universidade de Coimbra sendo Reitor Manuel Arriaga.
Em Fevereiro de 1911, fez a sua iniciação maçónica em Coimbra, na Loja Estrela do Alva do REAA (Rito Escocês Antigo e Aceite), escolhendo o nome simbólico de Carlyle.
Em Maio de 1911, é eleito deputado à assembleia Nacional Constituinte pelo Círculo nº 15, Aveiro. Depois, seria Ministro do Fomento no I Governo Constitucional de João Chagas. Com a queda do governo, transitou para o II Governo, presidido por Augusto Vasconcelos, ocupando a pasta das Finanças.
Em 1912, rumaria a Berlim como Chefe da Missão de 1ª Classe, Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Berlim.
Regressou em 1917 e encontrou Portugal numa profunda crise, envolvido na I Grande Guerra. Em Dezembro de 1917, liderou um golpe revolucionário assumindo o poder.
"Presidente-Rei", como lhe chamou Fernando Pessoa, instaurou a "República Nova" e tomou posse em 9 de Maio de 1918.
Em Novembro colhe os louros da assinatura do Armistício.
Mas as coisas não lhe correm pelo melhor e a constestação grassa por todo o país. Em 6 de Dezembro de 1918 sofre uma primeira tentativa de assassinato. Em resposta, Sidónio Pais reforça a repressão. As garantias constitucionais são suspensas e adensa-se o clima conspirativo.
A 14 de Dezembro de 1918, Sidónio Pais dirigiu-se à estação do Rossio para o comboio que o levaria ao Porto para tentar controlar a rebelião na Junta Militar do Porto.
Aí seria abatido por José Júlio da Costa.
Era o fim de um homem de convicções fortes. Um estratega. Um dos primeiros políticos que cuidou do culto da sua imagem o que lhe valeu ter-se tornado num mito.
Postal de Natal 2009
Esta ano, voltamos a editar um Bilhete Postal Ilustrado de Natal para enviar e oferecer aos meus amigos. Trata-se de uma edição de 200 BPI's, numerada, utilizando um belíssimo cliché da cheia de 1939, da autoria do Mestre fotógrafo Joaquim Teixeira Pinto, impresso na Gráfica do Norte, e com um especial agradecimento ao Sr Manuel Carneiro. Curioso, ainda, porque representa, para além de uma das maiores cheias do século XX em Amarante, uma parte do casario do Largo do Arquinho, entretanto demolido, e o local da ponte medieval, recentemente (re)descoberta.
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Postais
Porto Sentido!
Excelente postal do Porto, rua e igreja dos Clérigos, nº 38, edição P.C.Espantosa esta ambiência. Os eléctricos, o sinaleiro, as mulheres com as encomendas (os carregos) à cabeça, as peixeiras. Fantástico. A nostalgia de um Porto sentido...
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Porto
sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
Manoel Oliveira nos seus 101 anos
Ontem vi-o em Vila do Conde e admirei-o longamente, extasiado ante a sua frescura e jovialidade. Notável. Uma força da natureza. E que o Deus o conserve por muitos e bons anos na companhia da sua também jovem esposa Maria Isabel.
A 12 de Dezembro de 1908, faz hoje 101 anos, nasceu na cidade do Porto, Manuel Cândido Pinto de Oliveira.
Interessou-se desde muito novo pelo cinema, devido à influência de seu pai que o levava a ver fitas de Charles Chaplin e Max Linder, despertando-lhe o interesse para a sétima arte.
Fez os primeiros estudos no Colégio Universal, no Porto. Como desportista ganhou notoriedade na ginástica, natação, atletismo e no automobilismo.
Com 20 anos, inscreveu-se na Escola de Actores de Cinema, fundada por Rino Lupo, participando com o irmão, Casimiro de Oliveira, como figurante num filme deste realizador, "Fátima Milagrosa" (1928).
A 12 de Dezembro de 1908, faz hoje 101 anos, nasceu na cidade do Porto, Manuel Cândido Pinto de Oliveira.
Interessou-se desde muito novo pelo cinema, devido à influência de seu pai que o levava a ver fitas de Charles Chaplin e Max Linder, despertando-lhe o interesse para a sétima arte.
Fez os primeiros estudos no Colégio Universal, no Porto. Como desportista ganhou notoriedade na ginástica, natação, atletismo e no automobilismo.
Com 20 anos, inscreveu-se na Escola de Actores de Cinema, fundada por Rino Lupo, participando com o irmão, Casimiro de Oliveira, como figurante num filme deste realizador, "Fátima Milagrosa" (1928).
Por volta de 1930, comprou uma máquina Kinamo com a qual começou a filmar "Douro, Faina Fluvial", com um fotógrafo amador, António Mendes.
A 21 de Setembro de 1931 estreia a versão muda do "Douro, Faina Fluvial" no V Congresso Internacional da Crítica, o qual despertou violentas reacções dos nossos críticos e elogios dos estrangeiros.
Em 1933, volta a ser actor, desta vez na "Canção de Lisboa", de Cottinelli Telmo.
No ano seguinte, estreou a versão sonora de "Douro, Faina Fluvial" além fronteiras, que o consagrou como cineasta.
Em 1938, vence a "II Rampa do Gradil", num carro EDFORD, produzido pelo também portuense Eduardo Ferreirinha.
Em 1940, casa com Maria Isabel Brandão Carvalhais.
Dois anos depois realizou a sua primeira longa-metragem: "Aniki-Bóbó".
Os anos sessenta consagram Manoel de Oliveira no plano internacional, a partir de Itália e de França. É Homenageado no Festival de Locarno em 1964 e a sua obra é exibida na Cinemateca de Henri Langlois - Paris 1965.
A partir de 1971, com "O Passado e o Presente", acumularam-se os galardões e os louvores, assim como as polémicas à volta da sua obra. Este filme inaugura a fase do cinema Português conhecida como "os anos Gulbenkian", na qual a Fundação assumiu o protagonismo de apoio à produção cinematográfica nacional. O mesmo filme marca o início da sua teatrologia dos amores frustrados, da qual se incluem: Benilde ou a Virgem Mãe (1975), Amor de Perdição (1978) e Francisca (1981).
Recebe em 1980 a Medalha de Ouro pelo conjunto da sua obra, atribuída pelo CIDALC. Em 1985, voltou a ser galardoado com o Leão de Ouro pelo seu filme, "Le Soulier de Satin", no Festival de Veneza.
Data de 1987 o seu último documentário, A propósito da Bandeira Nacional, filme de arte sobre uma exposição do pintor Manuel Casimiro de Oliveira (seu filho), em Évora. Desde então tem mantido um ritmo imparável de trabalho (uma longa metragem por ano), permitido pelo estatuto que o seu prestígio alcançou junto das instituições oficiais: - as francesas especialmente, mas também as portuguesas, nomeadamente o IPACA. Entretanto, escreveu para teatro, sendo também o encenador no festival A CIDADELA DO TEATRO em Santarcongelo di Romagna - Itália.
Em 1988 apresentou "Canibais" ao Festival de Cannes. Em 1990, exibiu extra concurso "Non ou a Vã Glória de Mandar", o qual lhe valeu uma menção especial do júri oficial. Sucederam-se as homenagens, em Veneza (1991), La Carmo (1992), Tóquio (1993), São Francisco e Roma (1994), que lhe dão um prestígio mundial. Neste mesmo ano participou na Viagem a Lisboa de Wim Wenders.
Em 1995 a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) atribui-lhe o Prémio Carreira , inserido na comemoração do centenário do cinema. Em 1996 a Vídeoteca de Lisboa abre um ciclo intitulado "Encontros com o Cinema Novo", abordando nesse evento "Manoel de Oliveira - O Caso e a Obra"; participa com Antoine de Baecque, num livro sobre diálogos para os "Cahiers du Cinéma". A estação de televisão SIC e a revista CARAS, órgãos de comunicação portugueses, atribuem-lhe o prémio de Melhor Realizador em 1997.
Para terminar e completar este quadro sobre Manoel de Oliveira resta-nos ver um documentário autobiográfico: "A Visita - Memórias e confissões", feito em 1982 mas a ser projectado unicamente após a sua morte, por desejo expresso do Autor.
Os anos sessenta consagram Manoel de Oliveira no plano internacional, a partir de Itália e de França. É Homenageado no Festival de Locarno em 1964 e a sua obra é exibida na Cinemateca de Henri Langlois - Paris 1965.
A partir de 1971, com "O Passado e o Presente", acumularam-se os galardões e os louvores, assim como as polémicas à volta da sua obra. Este filme inaugura a fase do cinema Português conhecida como "os anos Gulbenkian", na qual a Fundação assumiu o protagonismo de apoio à produção cinematográfica nacional. O mesmo filme marca o início da sua teatrologia dos amores frustrados, da qual se incluem: Benilde ou a Virgem Mãe (1975), Amor de Perdição (1978) e Francisca (1981).
Recebe em 1980 a Medalha de Ouro pelo conjunto da sua obra, atribuída pelo CIDALC. Em 1985, voltou a ser galardoado com o Leão de Ouro pelo seu filme, "Le Soulier de Satin", no Festival de Veneza.
Data de 1987 o seu último documentário, A propósito da Bandeira Nacional, filme de arte sobre uma exposição do pintor Manuel Casimiro de Oliveira (seu filho), em Évora. Desde então tem mantido um ritmo imparável de trabalho (uma longa metragem por ano), permitido pelo estatuto que o seu prestígio alcançou junto das instituições oficiais: - as francesas especialmente, mas também as portuguesas, nomeadamente o IPACA. Entretanto, escreveu para teatro, sendo também o encenador no festival A CIDADELA DO TEATRO em Santarcongelo di Romagna - Itália.
Em 1988 apresentou "Canibais" ao Festival de Cannes. Em 1990, exibiu extra concurso "Non ou a Vã Glória de Mandar", o qual lhe valeu uma menção especial do júri oficial. Sucederam-se as homenagens, em Veneza (1991), La Carmo (1992), Tóquio (1993), São Francisco e Roma (1994), que lhe dão um prestígio mundial. Neste mesmo ano participou na Viagem a Lisboa de Wim Wenders.
Em 1995 a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) atribui-lhe o Prémio Carreira , inserido na comemoração do centenário do cinema. Em 1996 a Vídeoteca de Lisboa abre um ciclo intitulado "Encontros com o Cinema Novo", abordando nesse evento "Manoel de Oliveira - O Caso e a Obra"; participa com Antoine de Baecque, num livro sobre diálogos para os "Cahiers du Cinéma". A estação de televisão SIC e a revista CARAS, órgãos de comunicação portugueses, atribuem-lhe o prémio de Melhor Realizador em 1997.
Para terminar e completar este quadro sobre Manoel de Oliveira resta-nos ver um documentário autobiográfico: "A Visita - Memórias e confissões", feito em 1982 mas a ser projectado unicamente após a sua morte, por desejo expresso do Autor.
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Aniversário
quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Subsídio para a História da Cartofilia Portuguesa - 2
1º Bilhete Postal Ilustrado Português, edição oficial dos Correios
Frente do bilhete postal: Imagem evocativa do Infante D. Henrique e da sua ligação aos descobrimentos, com o brasão de armas no canto superior esquerdo com a sua divisa: "Talant de bien faire" e alusão ao V Centenário do seu nascimento (1384 - 1894), da autoria de Francisco Pastor. Referência ainda à taxa "Portugal e Hespanha Dez Reis". Quatro linhas para a colocação da direcção e a legenda "D'este lado só se escreve a direcção".
Verso do bilhete postal: Completamente livre para se escrever a mensagem.
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Cartofilia Portuguesa
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Revista Panorama - 1953
Capa Torre de Belém, desenho de G. Viviam, Litografia de L. Haghe, 1839 in "Scenary of Portugal & Spain"
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Revistas
Subsídio para a História da Cartofilia Portuguesa - 1
O coleccionismo de postais é uma actividade que motiva milhares de pessoas que juntam, agrupam, organizam e estudam os diversos tipos de postais, optando, na maioria das vezes, por especializações adequadas ao seu gosto próprio.
São normais as colecções de terras, de costumes, da Monarquia, da I República, políticos, militares, ambientais, de comboios, aviões e de carros, de rios, lavadeiras, profissões, de mulheres ou de celebridades, eróticos, entre muitas outras.
O coleccionismo de postais é comummente designado por Cartofilia e integra várias áreas; bilhetes postais inteiros, bilhetes postais ilustrados e bilhetes postais máximos.
O nascimento do bilhete postal
O bilhete postal foi uma ideia de Emmanuel Hermann, professor de economia política, que em 29 de Janeiro de 1869 propôs a sua adopção sob o título "Uma nova forma de correspondência pelo Correio", apostando no baixo custo aliado á simplicidade obtidos com a supressão do envelope e do porte, menos de metade da tarifa postal aplicável.
Os Correios da Áustria mostraram-se sensíveis à ideia e oito meses depois, em 1 de Outubro de 1869, surgia o primeiro bilhete postal, o "Correspondenz-Karte". Tratava-se de um cartão fino de cor castanha-clara. No canto superior estava estampado um selo de dois kreutzer e tinha um espaço para o endereço que devia ser escrito na frente. Uma cercadura corria a toda a volta das extremidades sendo a mensagem escrita no verso.
Rapidamente esta inovação se estendeu a todos os outros países. Em 1870 chegou à Grã-Bretanha, Estados Unidos, Suiça e Finlândia. No ano seguinte chega à Bélgica, Dinamarca, Rússia, Suécia e Chile. Em 1874 já é utilizado em Itália e no Luxemburgo. A partir de 1878 aparece em França, Portugal e na Turquia.
A seguir, naturalmente, surgiriam os bilhetes postais ilustrados em que se adicionava uma imagem aos simples e elementares bilhetes postais.
Portugal e o bilhete postal
Portugal não ficou afastado desta página do desenvolvimento nas comunicações e aderiu ao movimento do bilhete postal e, logo a seguir, ao bilhete postal ilustrado.
O primeiro bilhete postal oficial dos Correios de Portugal, não ilustrado, data de 1878.
Os primeiros bilhetes postais comemorativos que se conhecem foram emitidos em Zurique em 1893.
Em Portugal, o primeiro postal ilustrado foi editado pelos Correios em 1894 e corresponde à edição Comemorativa do V Centenário do Nascimento do Infante D. Henrique (1394-1894), com gravação do artista Francisco Pastor.
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Cartofilia Portuguesa
sábado, 5 de Dezembro de 2009
ZincoArte - Museu Nacional da Imprensa (Porto)
Dia grande no Museu Nacional da Imprensa, no Freixo, no Porto, dasmargensdorio, com a apresentação do livro "Memória de uma mulher de letras", de Manuel Azevedo, e a inauguração das exposições "ZincoArte" e "Retrospectiva de Pedro Palma".A exposição "ZincoArte" representa a recuperação para a luz do dia e a salvação de parte do espólio de zincogravuras pertencentes à Editora Civilização que, não fosse a sensibilidade e a intervenção dos arqtos Álvaro Carneiro, Fátima Silva, e António Marinho, teria ido parar a uma qualquer fogueira. Só por isso, mereciam o nome numa rua ou, até, uma estátua. Como dizia Soares de Passos, "Que tempos, que tempos estes!".
A não perder. E levem as crianças que podem divertir-se a aprender a história da tipografia. Os graúdos também.
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Exposições
quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Revista de Imprensa
In Jornal de Negócios on line
Bancos "demasiado grandes para falir" emergem da crise maiores do que antes
Os bancos europeus de grande dimensão e que atravessaram a crise de crédito sem recorrer à ajuda de dinheiros públicos estão a emergir da crise maiores do que antes, representando um risco acrescido para as economias que integram, segundo um estudo da Bloomberg com base nos seus próprios dados.
Hugo Paula
hugopaula@negocios.pt
Os bancos europeus de grande dimensão e que atravessaram a crise sem recorrer à ajuda de dinheiros públicos estão a emergir da crise maiores do que antes, representando um risco acrescido para as economias que integram, segundo um estudo da Bloomberg com base nos seus próprios dados. Durante os anos que precederam a crise financeira, os bancos cresceram graças aos reduzidos custos de crédito e ao financiamento de empréstimos e investimentos. O Royal Bank of Scotland (RBS), por exemplo, cresceu 2.914% nos 10 anos que terminaram no final de 2008, avança a Bloomberg.
Regulação europeiaDurante a crise financeira os bancos que receberam ajudas públicas tomaram medidas para reduzir a sua própria dimensão. O RBS comprometeu-se em vender 40% dos seus activos e a Comissão Europeia obrigou bancos como o Commerzbank, o ING e o Lloyds a venderem activos, sob pena de serem de não serem ajudados. No entanto, e apesar de ter sido ordenada a divisão dos bancos que foram resgatados por dinheiros públicos, os reguladores europeus não têm muita autoridade sobre os bancos que não receberam dinheiro dos contribuintes, sendo que estes continuam a constituir um risco sistémico para as economias europeias.“Demasiado grandes para falir”O BNP Paribas, o Barclays e o Banco Santander são três dos 15 bancos europeus, cujos activos têm uma dimensão superior ao PIB dos países em que estão sedeados e também pertencem ao grupo de 353 bancos que cresceram, relativamente ao início de 2007. Como atravessaram a crise de crédito sem necessitar de capitais públicos, as autoridades europeias não puderam ordenar sua divisão ou a venda de activos que reduzissem a sua dimensão bem como o risco sistémico que representam. O BNP Paribas é, hoje, o maior banco do mundo em termos de activos e cresceu 59% desde o início de 2007, tendo um valor de activos que se salda em 2,39 biliões de euros ou 1,17 vezes o PIB francês, avança a Bloomberg.O Barclays cresceu 55% no mesmo período, saldando-se, hoje, os seus activos em 1,55 mil millões de libras (1,7 mil milhões de euros) ou 1,08 vezes o PIB do Reino Unido, enquanto o Santander cresceu 30% para 1,08 mil milhões de activos, um valor próximo do PIB espanhol.
Risco sistémico
A crise de crédito demonstrou que as instituições que são “demasiado grandes para falir” constituem um risco para os seus países, particularmente para as economias mais pequenas da Europa, disse o professor da London School of Economics, Tom Kirchmaier à Bloomberg.
“Dividir bancos que são demasiado grandes para falir tem, na minha opinião, muito mérito”, disse Kirchmaier. “Se tivermos outro choque sistémico e um ou mais dos maiores bancos falir, tenho sérias preocupações de que os países mais pequenos poderão absorver as perdas uma segunda vez”.
Bancos "demasiado grandes para falir" emergem da crise maiores do que antes
Os bancos europeus de grande dimensão e que atravessaram a crise de crédito sem recorrer à ajuda de dinheiros públicos estão a emergir da crise maiores do que antes, representando um risco acrescido para as economias que integram, segundo um estudo da Bloomberg com base nos seus próprios dados.
Hugo Paula
hugopaula@negocios.pt
Os bancos europeus de grande dimensão e que atravessaram a crise sem recorrer à ajuda de dinheiros públicos estão a emergir da crise maiores do que antes, representando um risco acrescido para as economias que integram, segundo um estudo da Bloomberg com base nos seus próprios dados. Durante os anos que precederam a crise financeira, os bancos cresceram graças aos reduzidos custos de crédito e ao financiamento de empréstimos e investimentos. O Royal Bank of Scotland (RBS), por exemplo, cresceu 2.914% nos 10 anos que terminaram no final de 2008, avança a Bloomberg.
Regulação europeiaDurante a crise financeira os bancos que receberam ajudas públicas tomaram medidas para reduzir a sua própria dimensão. O RBS comprometeu-se em vender 40% dos seus activos e a Comissão Europeia obrigou bancos como o Commerzbank, o ING e o Lloyds a venderem activos, sob pena de serem de não serem ajudados. No entanto, e apesar de ter sido ordenada a divisão dos bancos que foram resgatados por dinheiros públicos, os reguladores europeus não têm muita autoridade sobre os bancos que não receberam dinheiro dos contribuintes, sendo que estes continuam a constituir um risco sistémico para as economias europeias.“Demasiado grandes para falir”O BNP Paribas, o Barclays e o Banco Santander são três dos 15 bancos europeus, cujos activos têm uma dimensão superior ao PIB dos países em que estão sedeados e também pertencem ao grupo de 353 bancos que cresceram, relativamente ao início de 2007. Como atravessaram a crise de crédito sem necessitar de capitais públicos, as autoridades europeias não puderam ordenar sua divisão ou a venda de activos que reduzissem a sua dimensão bem como o risco sistémico que representam. O BNP Paribas é, hoje, o maior banco do mundo em termos de activos e cresceu 59% desde o início de 2007, tendo um valor de activos que se salda em 2,39 biliões de euros ou 1,17 vezes o PIB francês, avança a Bloomberg.O Barclays cresceu 55% no mesmo período, saldando-se, hoje, os seus activos em 1,55 mil millões de libras (1,7 mil milhões de euros) ou 1,08 vezes o PIB do Reino Unido, enquanto o Santander cresceu 30% para 1,08 mil milhões de activos, um valor próximo do PIB espanhol.
Risco sistémico
A crise de crédito demonstrou que as instituições que são “demasiado grandes para falir” constituem um risco para os seus países, particularmente para as economias mais pequenas da Europa, disse o professor da London School of Economics, Tom Kirchmaier à Bloomberg.
“Dividir bancos que são demasiado grandes para falir tem, na minha opinião, muito mérito”, disse Kirchmaier. “Se tivermos outro choque sistémico e um ou mais dos maiores bancos falir, tenho sérias preocupações de que os países mais pequenos poderão absorver as perdas uma segunda vez”.
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Revista de imprensa
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Fotobiografia de Amadeo de Souza-Cardoso
Depois do "Catálogo raisonné - Amadeo de Souza-Cardoso/Fotobiografia - Volume I", da responsabilidade de Helena de Freitas, Catarina Alfaro e Ana Teresa Miranda, editado pela Fundação Caloustre Gulbenkian em 2007, acada de sair uma nova "Fotobiografia de Amadeo de Souza-Cardoso", com textos de Margarida Cunha Belém e Margarida Magalhães Ramalho, da Temas e Debates, Actividades Editoriais, Lda, com direcção de Joaquim Vieira.Excelente obra, muito bem estruturada e com uma correcta arrumação, apresenta um notável conjunto de fotografias e documentos e algumas revelações interessantes sobre a vida e obra de Amadeo.
Não sendo ainda "A Fotobiografia" é um excelente contributo para a divulgação da vida e da obra de Amadeo, um dos grandes génios da pintura do século XX.
Aliás, estou convicto que quanto mais investigação houver da obra de Amadeo mais ele cimentará a sua posição na vanguarda das correntes da pintura mundial.
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Livros
"História Literária do Porto através das suas publicações periódicas" - de Alberto Ribeiro dos Santos
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Livros
Lavadeiras - 63 - Lavadeiras no Rio Mondego
Mais um excelente bilhete postal ilustrado das lavadeiras no rio Mondego editado pela Papelaria Borges, de Coimbra, cerca de 1900/5, Colecção A, 31. Exemplar não circulado.Aproveito a ocasão para dedicar este post ao sr Prof Frade, grande conhecedor da cartofilia portuguesa e especial apaixonado pelo tema das lavadeiras.
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Lavadeiras
Tratado de Lisboa
Depois de uma longa maratona de ratificações e de alguns referendos, "O Tratado de Lisboa" entra hoje em vigor, abrindo novas perspectivas para a Europa dos 27 Estados membros.
Espera-se que as decisões sejam mais céleres, mais justas e que contribuam para o desenvolvimento harmónico e equilibrado de todo o espaço europeu. Fazemos votos para que este documento não contribua para a "ditadura" dos países grandes sobre os países pequenos.
Coincidência das coincidências, entra em vigor no dia em que Portugal comemora (?!) a recuperação da independência depois de 60 anos de domínio espanhol (1580-1640). Que tudo corra pelo melhor porque para pior já basta assim.
Espera-se que as decisões sejam mais céleres, mais justas e que contribuam para o desenvolvimento harmónico e equilibrado de todo o espaço europeu. Fazemos votos para que este documento não contribua para a "ditadura" dos países grandes sobre os países pequenos.
Coincidência das coincidências, entra em vigor no dia em que Portugal comemora (?!) a recuperação da independência depois de 60 anos de domínio espanhol (1580-1640). Que tudo corra pelo melhor porque para pior já basta assim.
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Política
A Revolução de 1640
"No dia 1 de Dezembro de 1640, morto Miguel de Vasconcelos, um numerosos grupo de nobres foi ao Senado Municipal de Lisboa, trouxe a bandeira e fez ecoar, na praça pública, com a aclamação do novo rei, a independência de Portugal.Da História de Portugal"
Bilhete Postal Ilustrado do "Centenário da Restauração de Portugal 1640-1940", nº 447. Exemplar não circulado.
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Efemérides
domingo, 29 de Novembro de 2009
"O Caso Mental Português" - Fernando Pessoa
"O Caso Mental Português" é uma obra publicada em 1932 na Revista Fama, onde Fernando Pessoa fala, de forma brilhante, "sobre o estado presente da mentalidade portuguesa".Recentemente, Paulo Gaspar Ferreira, da "In-Libris - Sociedade para a promoção do livro e da cultura, Lda", do Porto, acaba de reeditar a obra na colecção "Grandes Textículos".
Por nós, seria livro obrigatório nas mesinhas de cabeceira portuguesas.
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Livros
"Portugal: L'aube de la liberté" - Álvaro Cunhal
Livro de Álvaro Cunhal de 246 páginas editado em França, em Agosto de 1974, pela Editora “Editions Sociales”, Paris, na colecção “Notre Temps”. Cunhal passa em revista temas como a questão agrária, a guerra colonial, Portugal e a Europa, o PCP e o futuro, os perigos da direita, entre outros. Muito interessante. Para ler sem nostalgia.
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Livros
sábado, 28 de Novembro de 2009
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Figueira da Foz - Peixeiras de volta do mercado
Mais um dos melhores bilhetes postais ilustrados portugueses, editado na Figueira da Foz por Adelino Alves Pereira nos primeiros anos do século XX. Trata-se de uma fototipia animada litograficamente que integra uma colecção de, pelo menos, 14 BPI. Exemplar não circulado.Um agradecimento especial à coleccionadora Ana Gaspar, de Lisboa.
Faça duplo click e repare nas cores, nas caras, nas roupas, nos olhares. Estávamos em 1910. Fantástico!
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Postais
Revista de Imprensa
In Jornal de Negócios on line 24NOV09
Philip Kotler
"A turbulência é a nova normalidade"
No mundo pós-crise, a turbulência nas empresas e no mundo em geral será a nova normalidade. Os líderes devem cultivar um alto nível de paranóia e estar em estado de alerta constante, traça, ao Negócios, Philip Kotler que, lançou o livro: "Vencer em Tempo de Caos", em co-autoria com John A. Caslione.
Lucia Crespo
lcrespo@negocios.pt
No mundo pós-crise, a turbulência nas empresas e no mundo em geral será a nova normalidade. Os líderes devem cultivar um alto nível de paranóia e estar em estado de alerta constante, traça, ao Negócios, Philip Kotler que, lançou o livro: "Vencer em Tempo de Caos", em co-autoria com John A. Caslione.
"Acredito que vamos sentir maior turbulência nos tempos próximos, dada a interconectividade do mundo global. O comércio, a informação e o capital estão interligados em diferentes partes do mundo. Um incêndio numa fábrica da Ásia pode afectar um negócio nos Estados Unidos. Em apenas um dia pode haver pânico com hipotecas e falhas que levam a um colapso do sistema financeiro mundial. Vivemos na era da incerteza e os gestores têm de aprender a gerir esta incerteza", salienta
"A maioria das empresas não está preparada para este cenário. As suas defesas estão dispersas e são insuficientes. A Motorola não tem um sistema para vencer em tempos de caos. A General Motors também não", aponta Kotler. "Existem algumas excepções, como a Shell, com sistemas de 'business Intelligence' muito desenvolvidos, e a General Electric (GE), que actua preventivamente, apostando na energia solar e eólica para não ficar dependente do petróleo", indica .
Nesta era da turbulência, a concorrência passa a "hiperconcorrência" e as vantagens competitivas de uma empresa duram muito pouco tempo. "A vantagem competitiva já não é sustentável a longo prazo. As vantagens estão sempre a ser criadas, desgastadas, destruídas e recriadas através de manobras estratégicas. Hoje, para vencer, é preciso tornar obsoletas as vantagens competitivas do actual líder de mercado", refere Kotler, citando Richard D 'Aveni, autor da obra "Hypercompetition: managing the dynamics of strategic maneuvering".
A era da turbulência exige, segundo Kotler, um planeamento mais dinâmico, interactivo , compacto, com ciclos temporais mais curtos (de três em três meses). Os processos de decisão devem ser mais céleres. Para tal, uma grande empresa deve dividir-se em entidades mais pequenas e estas devem ser subdivididas em grupos. Tudo em prol da rapidez e da capacidade de resposta às incertezas da era da turbulência.
Philip Kotler
"A turbulência é a nova normalidade"
No mundo pós-crise, a turbulência nas empresas e no mundo em geral será a nova normalidade. Os líderes devem cultivar um alto nível de paranóia e estar em estado de alerta constante, traça, ao Negócios, Philip Kotler que, lançou o livro: "Vencer em Tempo de Caos", em co-autoria com John A. Caslione.
Lucia Crespo
lcrespo@negocios.pt
No mundo pós-crise, a turbulência nas empresas e no mundo em geral será a nova normalidade. Os líderes devem cultivar um alto nível de paranóia e estar em estado de alerta constante, traça, ao Negócios, Philip Kotler que, lançou o livro: "Vencer em Tempo de Caos", em co-autoria com John A. Caslione.
"Acredito que vamos sentir maior turbulência nos tempos próximos, dada a interconectividade do mundo global. O comércio, a informação e o capital estão interligados em diferentes partes do mundo. Um incêndio numa fábrica da Ásia pode afectar um negócio nos Estados Unidos. Em apenas um dia pode haver pânico com hipotecas e falhas que levam a um colapso do sistema financeiro mundial. Vivemos na era da incerteza e os gestores têm de aprender a gerir esta incerteza", salienta
"A maioria das empresas não está preparada para este cenário. As suas defesas estão dispersas e são insuficientes. A Motorola não tem um sistema para vencer em tempos de caos. A General Motors também não", aponta Kotler. "Existem algumas excepções, como a Shell, com sistemas de 'business Intelligence' muito desenvolvidos, e a General Electric (GE), que actua preventivamente, apostando na energia solar e eólica para não ficar dependente do petróleo", indica .
Nesta era da turbulência, a concorrência passa a "hiperconcorrência" e as vantagens competitivas de uma empresa duram muito pouco tempo. "A vantagem competitiva já não é sustentável a longo prazo. As vantagens estão sempre a ser criadas, desgastadas, destruídas e recriadas através de manobras estratégicas. Hoje, para vencer, é preciso tornar obsoletas as vantagens competitivas do actual líder de mercado", refere Kotler, citando Richard D 'Aveni, autor da obra "Hypercompetition: managing the dynamics of strategic maneuvering".
A era da turbulência exige, segundo Kotler, um planeamento mais dinâmico, interactivo , compacto, com ciclos temporais mais curtos (de três em três meses). Os processos de decisão devem ser mais céleres. Para tal, uma grande empresa deve dividir-se em entidades mais pequenas e estas devem ser subdivididas em grupos. Tudo em prol da rapidez e da capacidade de resposta às incertezas da era da turbulência.
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Revista de imprensa
domingo, 22 de Novembro de 2009
"As três graças"
Um belíssimo bilhete postal ilustrado com um belíssimo cliché. Edição Costa, R. do Ouro, 295, Lisboa, nº 875. Exemplar circulado em 2 de Maio de 1904.
Existe uma edição anterior, cerca de 1899, Edição Cardoso, com a legenda "Typos da Foz do Douro (três velhas peixeiras da Foz, como as que retratou Raúl Brandão)", com o cliché original de Carlos Pereira Cardoso, uma fototipia sépia e branco.
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Postais
Vila Real (Cerca 1910)
Excelente bilhete postal ilustrado da entrada de Vila Real. Edição da Casa - M. J. David Guerra - Vila Real. Exemplar escrito mas não circulado.
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Postais
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