"De costas para a Igreja de S. Roque, pode ver-se uma grande extensão da Rua da Misericórdia (que já se chamou rua do Mundo) e a "inflexão que faz, a certo ponto, acompanhando a inflexão que faz a muralha fernandina".Qualquer um de nós, estou certo, gostaria de morar na Rua do Mundo, local de passagem permanente de pessoas e culturas dos quatro cantos do mundo, fazendo lembrar a Lisboa do princípio do século XX, a Lisboa de Fernando Pessoa.
E pode ver-se, por ali abaixo, Álvaro de Campos, até Ricardo Reis, Santa Rita-Pintor, Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro.
Esta Lisboa que, por incrível que pareça, a espaços, ainda está lá, neste século XXI, nalguns recantos, à nossa espera, como se o tempo tivesse parado.
E alguns personagens parecem os mesmos.
Como se aguardassem a D. Fernando, da carreira da Índia, que há-de chegar para a semana e trazer os tropas da guarnição de Diu e as especiarias que hão-de inundar as lojas da baixa e notícias do Oriente.
Vale sempre a pena regressar a Lisboa.
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