domingo, 31 de agosto de 2008

Das Margens deste rio - Casa das Lérias


Reprodução de postal nº 3 editado nos anos 30 pela Casa das Lérias e outros doces d'Amarante de Alcino dos Reis, impresso na Alemanha.
Da colecção do autor.

Barragem do Torrão



Das Margens deste rio - Fotografia Alvão

Domingos Alvão foi estagiário de Emílio Biel tornando-se num dos mais ilustres fotógrafos portuenses do início do século XX.
Proprietário da Fotografia Alvão, editou uma vasta colecção numerada de postais tofotípicos com clichés da sua autoria, onde retrata a cidade do Porto e muitas outras localidades e, ainda, costumes.
Existem várias fotografias, e postais com clichés de Alvão, tiradas em Amarante, do Largo de S. Gonçalo, do interior do Mosteiro, de costumes e do rio.
Da colecção do autor publicamos 3 postais com clichés tirados em Gatão nos primeiros anos de novecentos:

792 - Terra sedenta - Gatão - Amarante

809 - Espelho partido - Gatão Amarante


804 - Água acordada - Gatão - Amarante

domingo, 24 de agosto de 2008

O douro continua lindo




O Douro continua lindo, arrebatador!
Fotografias do autor.

O rio douro continua lindo - Agosto 2008





Os vagos de touriga nacional e de tinta barroca começam a pintar nas videiras nas primeiras pinceladas dos grandes vinhos de todas as colheitas, num ano com a maturação atrasada devido às temperaturas amenas do verão, o Douro continua um assombro.
O Douro, Património Mundial, lugar por excelência onde o homem se sente pequeno face à grandeza da mãe natureza mas onde o homem também se sente grande face à grandeza da sua intervenção.
O Rio Douro, com a sua grandiosidade calma que aquece e alimenta, está lindo!
É desta comunhão que emana o telúrico desta terra de Miguel Torga e de António Cabral.
De Mesão Frio à Régua, Pinhão, Pesqueira, Alijó e Sabrosa, O Douro continua lindo!
Fotografias do autor.

Das margens deste rio

Das (melhores) margens deste rio, ou...
O que sobra das (melhores) margens deste rio, ou...
O que sobra nas (melhores) margens deste rio, ou...
... "para mais tarde recordar"! (Com tristeza). Talvez fique só o nevoeiro.
Fotografia do autor na data registada

Formas nas margens deste rio




Há uns anos, por ocasião de uma limpeza da albufeira do Torrão, a cota da água baixou até aos níveis que se pode ver nas fotografias mais parecendo o rio Tâmega um pequeno fio de água.
Engraçadas as formas das últimas duas fotografias.
Fotografias do autor.

Diabos à solta em Amarante





23 de Agosto é dia dos Diabos, de todas as cores e géneros, andarem à solta em Amarante na comemoração do regresso dos Diabos a Amarante em 1915. Este evento foi retomado em boa hora no ano passado e reune milhares de pessoas num cartaz turístico que começa a ganhar o seu espaço.
Muita juventude, cor, alegria, e até até S. Gonçalo fez questão de se associar ao evento pagão autorizando o baile no largo, "sem exageros".
Foi bonito.

Borboleta de S. Salvador do Mundo




Esta não é, seguramente, a designação científica desta borboleta.
Num passeio com a família a S. Salvador do Mundo dei de caras com esta lindíssima borboleta de grandes dimensões e cores belas e harmoniosas que me permitiram a sorte deste conjunto de fotografias, apesar das limitações da máquina e do fotógrafo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Nélson Évora - O nosso Herói



Quando hoje começou a final do triplo salto, Nélson Évora carregava as esperanças de todos os portugueses numa medalha olímpica da mesma forma que carregava a desconfiança face a uma possível (mais uma!) desilusão, porque "gato escaldado de água fria tem medo". E nós portugueses somos assim!
Mas Nélson Évora entrou confiante e provou que é um grande campeão. Enorme.
Foi melhorando salto após salto e é o novo campeão olímpico de triplo salto com a marca de 17,67 metros de tal forma que conquistou a medalha de ouro antes de fazer o sexto e último ensaio, onde atingiu os 17,62 metros.
Com muita emoção, subiu a bandeira nacional ao mastro mais alto do estádio Olímpico de Pequim, cantou-se o Hino de Portugal e todos, por fora ou por dentro, choramos emocionados.
Nélson Évora fez-nos sonhar e amanhã vamos acordar mais confiantes, esquecendo as frustrações dos últimos dias.
Alguns irão mudar o discurso e reconsiderar muita coisa porque há luz no fundo do túnel. É a vida.
Viva Portugal!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Usain Bolt FOREVER

O jamaicano Usain Bolt é o Super-homem do momento.
Depois de vencer os 100 metros com novo recorde do mundo, bateu hoje o recorde mundial dos 200 metros na final dos Jogos Olímpicos de Pequim, melhorando a marca para 19,30 segundos.
Bolt retirou dois centésimos ao anterior máximo, que estava na posse de Michael Johnson, marca fixada a 1 de Agosto de 1996, nos Jogos Olímpicos de Atlanta (EUA).
Para reforçar a preformance refira-se que Bolt estabeleceu o novo recorde com um vento contra de 0,9 metros/segundo, enquanto os 19,32 segundos que Johnson obteve em Atlanta foram registados com um vento a favor de 0,4 m/s e que o segundo classificado ficou a ... uma eternidade.
Ao contrário da corrida dos 100 metros em que manifestamente acabou em desaceleração, Bolt fez uma corrida irrepreensível passando fortíssimo na curva, alargando a passada na recta da meta e projectando o corpo na linha de chegada.
Desde 1984, com o norte-americano Carl Lewis, que nenhum atleta conseguia a 'dobradinha' olímpica de 100 e 200 metros.
Usain Bolt forever!

A ameaça do Império Russo hoje como ontem

Enquanto continuam os atropelos ao Direito Internacional, com o recua mas não sai do sítio, com os telefonemas justificativos a Sarkozy, com a chantagem e ameaça dentro das fronteiras da Geórgia ao Governo de um país independente, surge agora o veto da Rússia no Conselho de Segurança da ONU à resolução que impunha a paz e acautelava o respeito pelas fronteiras da Geórgia.
Os falcões estão de volta e em força confirmando que este mundo está mudar rapidamente, que os EUA estão debilitadíssimos e que a EU é uma falácia em termos de política internacional.
Depois da Geórgia, os falcões irão atacar, por dentro ou por fora, a Ucrânia, seguindo-se os países bálticos e, depois, todos os estados que gravitavam na esfera do antigo Pacto de Varsóvia, numa nova versão da URSS, agora Rússia imperial, cheia de dinheiro do petróleo e das matérias primas, oligarquia, máfias, corrupção e miséria do povo.
E a Europa, dorme, acomodada, rezando para não ter que acordar, enquanto os EUA são cada vez menos a potência dominante, com pés de barro e pouco dinheiro.
Entretanto, porque a história nos deveria ensinar muitas coisas, faz hoje precisamente 40 anos que os tanques da União Soviética esmagaram os ventos de mudança da Primavera de Praga, liderada por intelectuais reformistas do Partido Comunista da Checoslováquia, com destaque para Alexander Dubcek.
Mas tudo o vento levou... e também nos há-de levar a nós.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

1914 . Automóvel de Aluguer



Isota Fraschini 1911, modelo B 28
35 CV, motor à frente, 4 cilindros. Ignição por magneto de alta tensão. 4 velocidades. Peso 1.110kg. Admite-se que possa ter sido este o primeiro carro de aluguer de Amarante


A um século de distância, é espantoso ler as reacções das pessoas aos primeiros contactos com o automóvel, conhecer as primeiras sensações das primeiras viagens, o alvoroço com a chegada de um automóvel a uma aldeia ou vila do interior, ou a forma de ultrapassar as primeiras avarias.
Um dia falaremos do livro "A Beira (num relâmpago)" onde Teixeira de Pascoaes conta o passeio que em 1915 o levou até Arganil relatando as sensações que o assaltaram na relação com a paisagem e o movimento.
Hoje ficaremos por Amarante trazendo um relato publicado no jornal amarantino "O Pirolito" que teve como primeiro director Alberto Lima e editor e proprietário José Navega e teve redacção e administração na Rua 31 de Janeiro, 106.
No seu nº 7, de 4 de Novembro de 1914, publicava "O Pirolito" a seguinte notícia:
AUTOMÓVEL DE ALUGUER
Os amarantinos estavam ansiosos por ter um destes veículos de aluguer para transportar mais cómoda e rapidamente.
No Hotel Príncipe há um magnífico e luxuoso automóvel, um valente Isota Fraschini que nos levou no sábado, cécere, à Lixa. Ao volante ía o seu proprietário, o hábil e arrojado Macedo que S. Gens acima fazia sibilar o vento noso ouvidos como em dia de grande carnaval. Devido à perícia do chauffeur, ou ao ir connosco o Abade da Lomba, o certo é que fomos e viemos sem o menor incidente.
Ao Macedo, pela iniciativa que teve, um chi muito apertado.
PB

Publicado em http://www.amaranteaaa/.blogspot.com

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

JO - "A coisa está preta!"

Ora aí está o que suspeitavamos.
A "coisa está preta" na delegação portuguesa aos Jogos Olímpicos.
Quando o Presidente do COP vem a público dizer o que diz na notícia que está a ser divulgada na imprensa, imagine-se o que anda por lá...
Mesmo que seja verdade a questão da educação, e não podemos deixar de elogiar Obikwelu por ter sabido pedir desculpa ao português porque é ele que está a pagar a participação, a verdade é que quem fala muito e promete muito antes corre o risco de falhar.
Ou será algum sentimento de culpa? Pela forma (des)coordenação antes e durante? Ou será a tradicional "sacudidela da água do capote"?
Pelo andar da carruagem, se as coisas correrem mal, iremos saber.

"O Presidente do Comité Olímpico português (COP), Vicente Moura, pediu esta segunda-feira “profissionalismo e brio” aos atletas que representam Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Vicente Moura mostrou pela primeira vez o seu desagrado com atitudes e desculpas de vários atletas portugueses por desempenhos bem aquém das expectativas. “Nós preparamos os atletas desportivamente, mas culturalmente não, a educação não é connosco. É para o povo português. Todos temos que ter educação, olhar para a bandeira e saber que temos o povo português todo atrás de nós. Não podemos esquecer isso e não podemos defraudá-lo”, afirmou, frisando: “Exijo apenas profissionalismo e brio para prestigiar Portugal”.
O presidente do Comité mostrou o seu desagrado por algumas situações: “Uma das coisas que ninguém contava era as pessoas darem desculpas que... não são as correctas”. “Não é só com os participantes nacionais. Há a tentação de, imediatamente a seguir à prova, atribuir causas externas o seu eventual menos bom desempenho”, lamentou.
Vicente Moura foi ainda bastante peremptório ao garantir que esta foi a melhor preparação de sempre da comitiva nacional. “Aqui não há desculpas! Fizemos o nosso trabalho todo. Estamos aqui para dignificar Portugal. Se não conseguirmos, temos a consciência que o trabalho foi feito. Esta foi a melhor preparação de sempre para uns Jogos Olímpicos. Disso não há dúvida nenhuma. Haja os resultados que houver. E isso ninguém nega”, rematou."

Grande Vanessa!

Vanessa Fernandes conquistou esta madrugada a medalha de prata na prova de triatlo dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Mais uma corrida brilhante, de raça, sofrimento e de classe que fez aliviar a pressão sobre atletas e sobre os portugueses pela completa ausência de medalhas até ao momento.

Ela bem a merecia por tudo o que tem feito mas, sobretudo, pela forma simples e genuína como o tem feito.

Depois das decepções do judo, esperamos agora (com mais algum alento) pela vela e pelo atletismo para alcançar os objectivos mínimos (mesmo se com algum desconto) a que se propuseram os dirigentes: 4 medalhas.

Parabéns, Vanessa Fernandes.

domingo, 17 de agosto de 2008

Michael Phelps - Honra aos Vencedores



Em tempo de Jogos Olímpicos, Honra aos Vencedores.

Michael Phelps partiu para este logo com a ambição de conseguir vencer 8 medalhas de ouro suplantando o resultado "velhinho" de Mark Spitz de 1972.

Ao todo conta já com 16 medalhas de ouro o que é fantástico e que seria, em princípio, inatingível.

A lenda Phelps ganhou nestes Jogos Olímpicos os 400 estilos (4m03,84s), os 4x100 livres (3m08,24s), os 200 livres (1m42,96s), os 200 mariposa (1m52,03s), os 4x200 livres (6m58,56s) e os 200 estilos (1m54,23s) e os 4x100 metros estilos (3m29,34s) todas estas vitórias com recordes mundiais, e os 100 mariposa (50,58s), com recorde olímpico.

Michael Fred Phelps II nasceu em Baltimore a 30 de Junho de 1985 pelo que daqui a quatro anos é muito provável que o vejamos de novo a nadar para mais recordes.

Do corpos dele já muito se disse e irá continuar a dizer. Da sua capacidade de treino e de sacrifício, menos.

Honra a Michael Phelps.

Usain Bolt - 9,69 aos 100 metros

Usain Bolt bateu o record do mundo dos 100 metros numa corrida épica.
Não fez uma grande partida mas bastaram-lhe 42 passadas para cumprir a distância.
Até deu para fazer a festa nos últimos metros.
Memorável.
Aqui ficam as imagens para ver vezes sem conta.
http://www.youtube.com/watch?v=JPa3LD5fgM4
http://www.youtube.com/watch?v=k1db-D5jNvM

sábado, 16 de agosto de 2008

Usain Bolt - Um Jamaicano de outro Mundo

O Jamaicano Usain Bolt ganhou hoje a medalha de ouro nos 100 metros nos Jogos Olímpicos de Pequim batendo o record mundial que já lhe pertencia e fixando-o agora em 9,69 segundos.
Vi há pouco a repetição da prova na televisão e fiquei completamente siderado pela facilidade do arranque "supersónico", deixando para trás todos os grandes candidatos à vitória, de tal forma que se pode dizer que a prova ficou decidida aos 30 metros.
É espontosa a capacidade de aceleração de Bolt, a facilidade com que se distância e a descontração com que faz os últimos metros permitindo concluir que poderia ter feito um "crono" ainda melhor.
Tendo feito atletismo precisamente nas especilidades de velocidade, 100 e 200 metros, senti cada pormenor destes longos 100 metros que foram os mais rápidos de sempre.
E ainda não completamente convencido vou ver a repetição muitas mais vezes.
Entretanto, deixo aqui a corrida que deu o anterior recorde a Bolt com 9,72 segundos. Notável

Areal do Tâmega

Há 50 anos atrás, o areal e a Ínsua eram como se vê na fotografia.
havia areia, muita areia, barracas, barcos, aliás guigas.
Alguns anos mais tarde, era aqui que fazíamos praia, aprendíamos a nadar, nadavamos, jogavamos à bola, pescavamos.
Na Ínsua, jogavamos aos comboys, fazíamos arcos.
A foto com várias quebras é do Mestre Eduardo Teixeira Pinto

António Catarino - Amigos para sempre

Conheci António Catarino há cerca de 20 anos, por indicação de Jorge de Sousa, a propósito de umas consultas que precisava de fazer na Biblioteca Pública do Porto relacionadas com os primeiros jornais publicados em Amarante.
Ficou-me desde logo uma simpatiquíssima impressão pela forma simples e prestável como o António se desponibilizou para me ajudar, numa empatia que se viria a confirmar durante todos estes anos.
Pouco tempo depois, no início dos anos 90, os nossos caminhos começaram a cruzar-se mais assiduamente por força da minha cada vez mais forte ligação aos automóveis, passando a ser companhia assíduo nos ralis e nos circuitos onde acompanhavamos em trabalho os eventos do desporto automóvel nacional.
Esta ligação foi-se estreitando e viajamos juntos de carro e de avião, fizemos refeições em grupo, ficamos nos mesmos hotéis, com outros bons amigos como o Petronilho, o Adalberto, o Júnior, o Nicolau, o Vítor, o Zé Ribeiro, e em acontecimentos mais vip, o Adriano, o Zé Pinto, o Mocho, o Celso, o Veiguinha, o Celínio, o Paulino, e tantos outros...
Fizemos o Rali de Portugal de tantas histórias, até com coberturas para a RFM, o Vinho Madeira, os Açores, o Algarve, a Corrida dos Campeões, nas Canárias, o Campeonato de Espanha de Turismo com a Opel e o Ni, o DTM, a apresentação do Ibiza em Barcelona, a Córsega, os circuitos todos, Vila Real, Vila do Conde, as Rampas...
Entretanto, sempre nos ajudamos mutuamente. Trabalhamos juntos no Volante e estivemos em parceria em trabalhos que fiz no Autosport.
E 20 anos depois é bom reconhecer no António um coração do tamanho do mundo, a disponibilidade e solidariedade total e permanente, a amizade sem limites e condições.
Poderia relembrar histórias a eito deste alentejano de Cuba que conhece como poucos o nosso país e que tem amigos em todo o lado. Muitas vezes, lhe telefonei dos sítios mais incríveis e sempre tive a resposta pronta sobre onde almoçar ou dormir, como se fosse um GPS dos nossos tempos mais recentes.
Apenas me apetece dizer como na música, "amigos para sempre".
Passado o momento mais íntimo, destaco aqui hoje o António Catarino, para além de tudo o mais, e na esteira de Raul Proença, como um brilhante jornalista de viagens, como se diz agora.
Cito alguns trabalhos notáveis: "Rotas do Douro - Por vales e vinhedos", com fotografias de Luís Ramos, dupla que se mantém nas "Rotas do Guadiana - Por esses campos fora", apresentando vários trajectos que podem sem acompanhados com preciosos e bem elaborados road book como os dos navegadores dos ralis.
Outra brilhante publicação apresenta o "Bloco de Notas - Crónicas de António Catarino na Expedição Tucson Coast to Coast para a TSF", com fotografias de Jorge Cunha.
Esta Expedição daria origem a um livro de viagem notável onde o António narra os pormenores desta aventura de 6500 Km por terras de África, do Atlântico ao Índico.
Espaço ainda para uma referência à colaboração com a Aifa/Jorge Cunha e Eduardo Lobo na elaboração do "Anuário do Desporto Automóvel" que se mantém, pelo menos, desde 2003.

"Rotas do Douro - Por vales e vinhedos"

"Rotas do Guadiana - Por esses campos fora"
"1ª página do road book da "especial" Pulo do Lobo"


"Capa de Desporto Automóvel Especial"

Margens deste Rio




Fotos do autor