sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 61

A Casa de Manhufe ontem à tarde







Ontem passei por Manhufe. Apesar do tempo de chuva, foi possível captar a ambiência. A casa, os portões de ferro, a torre, os azulejos do último piso, aquele largo onde Amadeo aparece fotografado, aquele banco... cheio de musgo onde Amadeo se terá sentado, a ausência de pessoas!
A ausência das pessoas e as portas fechadas rimavam com o tempo numa ausência de tempo e de modo.
É isso, faltavam as pessoas, os animais e a animação dos caseiros, dos empregados e as brincadeiras das crianças.
Mas sentia-se a poesia e a pintura como se todos aqueles que lá estavam em 1913 tivessem voltado do paraíso perdido ou dos ateliers de Paris. Sentia-se Amadeo por todos os lados, como naquela foto de camisa branca, uma gravata minúscula, as sandálias de tiras e aquela pose... de toureiro (à matador!).
Não vi a Cozinha da Casa, mas recordei aquele quadro de 1913, -e a mais bela cozinha do mundo conjuntamente com a da Casa de Pascoaes- aqueles ocres, aquelas formas arredondadas e o perfume da comida que saía dos potes de ferro, a mesa de granito, e as pessoas, as cozinheiras e as ajudantes...
Ainda me lembrei da Procissão Corpus Christi, mas isso fica para outro dia.
Foi pena ter que regressar. Mas prometo voltar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 60

No youtube encontramos este vídeo amador sobre Amadeo que nos pareceu interessante. Com a devida vénia deixamos o link:
http://br.youtube.com/watch?v=-Nro6xiynic&feature=related#

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 59

Em 1999 foi organizada uma grande exposição da obra de Amadeo na Corcoran Gallery Of Art, em Washington, EUA, com a mostra de 34 pinturas e 19 desenhos. Esta exposição passou depois pela Arts Club in Chicago, de 20 de Janeiro a 17 de Março de 2000

At the Edge: A Portuguese Futurist -Amadeo de Souza Cardoso
September 11, 1999–November 28, 1999

The Corcoran Gallery of Art with the Portuguese Ministry of Culture in Lisbon and the Embassy of Portugal in Washington presents an exhibition of the major modernist paintings and drawings by Portuguese artist Amadeo de Souza Cardoso (1887-1918). Opening at the Corcoran on September 11, the presentation spans Souza Cardoso’s entire career and features 34 paintings, 19 works on paper, and archival materials. At the Edge is the first exhibition ever mounted in the United States devoted exclusively to the work of this influential artist. The exhibition remains on view through November 28, 1999. A pioneer of modernism and a national cultural hero in Portugual, Amadeo de Souza Cardoso enjoyed a promising but tragically brief career. He settled in Paris as a student in 1906, immersing himself in the bohemian culture of the city while becoming friends with Amedeo Modigliani, Juan Gris, Robert and Sonia Delaunay, Diego Rivera and the sculptor Constantin Brancusi. In the company of these artists, Souza Cardoso developed a personal style that combined exuberant and fanciful color with the newly invented forms of cubism and futurism. He also played with abstracted and fragmented forms in his paintings, often using more than one point of view in a single picture. "With breathtaking facility, Souza Cardoso worked through the major avant-garde trends of his day and came up with an original modernist style characterized by wonderful color, inventive subject matter and innovative form," says Dr. Jack Cowart, Corcoran Deputy Director and Chief Curator. "He was steadily gaining momentum with his adventurous work and had already made major contributions to modern art when he died in the great influenza epidemic shortly before his thirty-first birthday. This exhibition not only showcases his life’s work, but provokes us to imagine what might have been. "Throughout his career, Souza Cardoso maintained a strong connection to his native Portugal, but he also incorporated into his art modernist approaches developing in Europe, especially in Paris, where he lived. He worked in a variety of ways, often drawing the on the multiple viewpoints of cubism and the dynamism of futurism. He painted the dramatic mountainous landscapes of his native region Marão, in Montanhas; the elaborate Catholic processions he witnessed near his home in Portugal in Procissão Corpus Christi; extraordinary abstract portraits of his friends in Paris; and complex, vibrant still lifes that combine elements of Portuguese folk art with symbols of the Paris metropolis. Using rhythmic, circular forms of floating color, Souza Cardoso also painted some of the earliest completely nonrepresentational pictures ever created. Souza Cardoso was born on November 14, 1887 in Manhufe, Portugal. In 1905, he traveled to Lisbon to study architecture at the Academy of Fine Arts. On his 19th birthday, Souza Cardoso left Lisbon for Paris where he quickly abandoned his architectural studies and decided to become a painter. While in Paris, Souza Cardoso participated in several important exhibitions such as the Salon des Indépendants of 1911 and 1912 as well as the Salon d’Automne of 1912. He also exhibited works at the Herbstsalon in Berlin and the Salon in London. In 1913, American art impresario Walter Pach invited Souza Cardoso to present eight works at the most important exhibition of avant-garde art in America, the historic International Exhibition of Modern Art, better known as the Armory Show. The exhibition opened in New York City and then traveled to Chicago and Boston. Souza Cardoso sold seven of his eight works to several notable American collectors. Souza Cardoso was living in Paris but visiting his family in Portugual when the First World War broke out. Stranded by the war, he continued to paint and created some of his most complex and original works, such as Coty, a striking work that refers to the French perfume and combines the image of a female nude with bits of broken mirror, sand and hair pins. After presentation at the Corcoran, At the Edge travels to the Arts Club in Chicago (January 20 - March 17, 2000). A fully illustrated catalogue, the only monograph in English on Souza Cardoso, accompanies the exhibition. It features essays by noted Portuguese experts, including Professor José-Augusto França of the Universidade Nova de Lisboa, as well as American scholars Dr. Kenneth Silver of New York University, Ms. Rosemary O’Neill of the Parsons School of Design and Ms. Laura Coyle, assistant curator at the Corcoran Gallery of Art. These essays discuss Souza Cardoso’s biography, his stylistic development, the context of his years in Paris, his friendship with Robert and Sonia Delaunay, his relationship with Walter Pach, his participation in the Armory Show and the interest of American collectors in his work. The exhibition was organized by the Office of International Relations, Ministry of Culture, Portugal and the Corcoran Gallery of Art. The exhibition and catalogue were funded by a generous grant from the Gabinete das Relações Internacionais, Ministério da Cultura, Portugal, with additional support from the Corcoran Gallery of Art, the Fundação Calouste Gulbenkian, the Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, and the members of the Souza Cardoso Circle: Ahlo-Torres Masonry, Inc., Banco Portugês do Atlântico, E. E. Cruz & Company, Inc., Robinson & Geraldo, Mr. and Mrs. Manuel Luis, and Katherine Vaz.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 58

Enquadramento da Exposição Amadeo de Souza-Cardoso/Piet Mondrian que esteve patente entre 28 de Junho e 14 de Outubro de 2001 no Museu de Serralves.

AMADEO SOUZA-CARDOSO / PIET MONDRIAN
28 Jun - 14 Out 2001 - MUSEU DE SERRALVES

Amadeo de Sousa Cardoso e Piet Mondrian são dois artistas que, a certa altura da vida, abandonaram o seu país natal e rumaram para Paris, uma importante metrópole artística mundial, onde, no entanto, continuaram a pintar paisagens da terra onde viviam. Com esta exposição, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves propõe-se apresentar o paralelismo de dois artistas que nunca se conheceram e que, no entanto, têm um percurso comum, exemplificando os comportamentos das vanguardas de uma época e, ao mesmo tempo, utilizando as paisagens natais como ponto de partida para as suas reflexões sobre a condição do sujeito no confronto com a natureza. Através desta mostra em que se incluem 25 obras de cada um dos artistas, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves torna possível, de forma retrospectiva, o estabelecimento de um diálogo que eles nunca tiveram oportunidade de ter.
Esta exposição está integrada no ciclo “Sobre, Em volta, Dentro da Paisagem”, uma das áreas fundamentais da programação do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, que incidirá e explorará o tema da paisagem, apresentando várias das suas manifestações ao longo da História da Arte clássica e contemporânea. No entanto, mais do que a Paisagem entendida na sua exterioridade, as exposições e projectos programados pelo Museu de Serralves para este ciclo incidem sobre a paisagem enquanto construção interior da individualidade do artista e enquanto elemento primordial na sua relação com o mundo.
Comissário: Vicente Todolí
In site da Casa de Serralves

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 57

Polícia Judicária expõe 49 quadros falsos
Ora aí está uma notícia diferente do habitual o que só prova que nunca estamos completamente seguros para dizer que já vimos tudo.
A PJ do Porto abriu uma exposição de obras de artistas famosos, Bordalo Pinheiro, Abel Manta, Malhoa, Júlio Resende, Cargaleiro, Aurélia de Souza e Amadeo de Souza-Cardoso, mas produzidos por falsários. Como hei-de dizer isto, obras de grandes pintores só que copiadas. O que é crime. E não é bonito.
Pelas notícias, umas falsificações eram boas, outras nem por isso. São muitas as obras (as que foram apanhadas!) e há mais guardadas. Por aí, nas paredes vistosas, muitas outras. E pelo vistos, foram baratas (ou, melhor, não foram caras!).
Ao lados de muitos pintores de renome, pois claro, lá havia de estar o nosso Amadeo.
Deixamos o link para a notícia do Expresso.
Como diria o saudoso Fernando Pessa, "E esta, heim!"

http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/434526

Amadeo - Dia 56

Pont - L'Abbé, 1907

Aguarela/Papel/cartão, de 18x24cm, assinado Amadeu Cardoso, datado 1907, com dedicatória "Ao Cruz, amigamente", colecção M.A.C. Silva Jorge.
Amadeo elegeu a Bretanha como seu destino turístico, a partir de 1907, onde pintou uma série de aguarelas, duas delas oferecidas a Manuel Bentes e José Pedro Cruz.
A Bretanha gótica e rural passou a ser uma referência obrigatória, "um local de culto e peregrinação", como haveria de referir numa carta a Manuel Laranjeira (17OUT1907).

domingo, 26 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 55

Rótulo do Vinho Verde Amarantino da Casa de Manhufe. Destaque para a riqueza dos pormenores, a diversidade da informação e a qualidade gráfica.

sábado, 25 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 54

Postal da Casa de Manhufe com referência ao "Vinho Verde Amarantino" produzido por José Emygdio de Souza-Cardoso, pai de Amadeo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 53

Amadeo e Manhufe IV

Em 1913, Amadeo pintou vários quadros que representam o seu reencontro com Manhufe e que vimos apresentando nos últimos posts: a casa de Manhufe, a Cozinha da Casa de Manhufe e a Casa do Ribeiro.
Hoje apresentamos um quadro de data anterior, provavelmente de 1910/1911, "Casa de Manhufe", óleo sobre cartão, com as dimensões de 26,5x34,5cm, não assinado, não datado.
São bem claras as diferenças para os anteriores, quer em termos técnicos quer em termos de linguagem estética, sobretudo se considerarmos a diferença de 2 a 3 anos entre estas obras.
Colecção José Ernesto de Souza-Cardoso.
Este quadro participou na exposição: 1959, Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), Lisboa, SNI.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 52

Amadeo e Manhufe III

Em 1913, Amadeo pintou vários quadros que representam o seu reencontro com Manhufe, a casa de Manhufe, a Cozinha da Casa de Manhufe e a Casa do Ribeiro.
Hoje apresentamos a Casa de Manhufe, óleo sobre madeira, com as dimensões de 50,5x29,5cm, não assinado, não datado.
Colecção José Ernesto de Souza-Cardoso, em depósito no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso.
Este quadro participou nas seguintes exposições:
1956, Pinturas/Desenhos - Amadeo de Souza-Cardoso, Porto, Galeria Dominguez Alvarez; 1959, Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), Lisboa, SNI; 1985, Amadeo de Souza-Cardoso - Pintura/Desenho/Aguarela, Porto, Galeria Jornal de Notícias.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 51

Amadeo e Manhufe II

Em 1913, Amadeo pintou vários quadros que representam o seu reencontro com Manhufe, a casa de Manhufe, a Cozinha da Casa de Manhufe e a Casa do Ribeiro.
Hoje apresentamos a "Casa do Ribeiro", óleo sobre madeira, 29,5x51,7cm, assinado "A. S. Cardoso", datado 1913.
Colecção José Ernesto de Souza-Cardoso.
Este quadro participou nas seguintes exposições:
1916, Exposição de Pintura (Abstraccionismo) - Amadeo de Souza-Cardoso, Porto, Salão de Festas, Jardim Passos Manuel; Exposição de Pintura - Amadeo de Souza-Cardoso, Lisboa, Liga Naval; 1956, Pinturas/desenhos - Amadeo de Souza-Cardoso, Porto, Galeria Dominguez Alvarez; 1959, Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), Lisboa, SNI; 1968/69, Cinquentenário da Morte de Amadeo de Souza-Cardoso, Porto, Galeria Alvarez; 1985, Amadeo de Souza-Cardoso - Pintura/Desenho/Aguarela, Porto, Galeria Jornal de Notícias.


terça-feira, 21 de outubro de 2008

OVNI's - Eles andam por aí


"Avião da Alitalia quase chocou com OVNI

O caso, hoje divulgado pelo Ministério da Defesa britânico, ocorreu em 1991 e foi investigado durante anos pela Autoridade da Aviação Civil e pelos militares. Acabou arquivado sem que se tivesse chegado a alguma conclusão.

O Arquivo Nacional da Grã-Bretanha tem diversos casos de pessoas que dizem ter visto OVNI
É um estranho caso não esclarecido e só agora divulgado. O Ministério da Defesa britânico revelou hoje que, em 1991, um objecto voador não identificado passou a curta distância de um avião de passageiros da Alitalia que sobrevoava a cidade inglesa de Kent.
O comandante Achille Zaghetti ficou tão assustado que gritou "cuidado, cuidado!" para o seu co-piloto. O comandante do voo da Alitalia disse que viu o objecto voador não identificado (OVNI) - castanho e com a forma de um míssil - a passar a uns escassos 300 metros do seu avião, quando sobrevoava a cidade britânica de Kent, em 1991.
O caso, hoje divulgado pelo Ministério da Defesa Britânico, foi investigado durante anos pela Autoridade da Aviação Civil e pelos militares, tendo acabado por ser arquivado sem que se tivesse chegado a alguma conclusão.
O mais estranho é que, logo após ter visto o OVNI, o comandante da companhia aérea italiana comunicou com a torre de controlo, que o informou de que o único objecto identificado pelo radar estaria a cerca de 10 milhas de distância do avião da Alitalia.
O avião, MCDonnell Douglas MD80, seguia de Milão para o aeroporto londrino de Heathrow e levava 57 pessoas a bordo.
O dossiê sobre o assunto revela que uma estação de televisão local transmitiu a história de um rapaz de 14 anos, que afirma ter visto nessa noite um míssil a atravessar o céu a baixa altitude, antes de ter desaparecido entre as nuvens.
O incidente de Kent é um dos 19 casos sobre aparições de OVNI, ocorridos entre 1986 e 1992, que estão disponíveis no site dos Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha.
Existem outros casos de passageiros de voos comerciais que dizem ter visto OVNI em 1991 quando sobrevoavam a Grã-Bretanha.
Entre os arquivos, agora revelados, consta ainda o relato de um piloto da Força Aérea americana que terá recebido a ordem para atirar sobre um OVNI que apareceu no seu radar quando sobrevoava East Anglia, no leste de Inglaterra."

Texto publicado no site do Jornal Expresso

Amadeo - Dia 50

Para assinalar o 50º post


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Que democracia para Portugal?

A Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.
A Democracia opõe-se à ditadura e ao totalitarismo, onde o poder reside numa elite auto-eleita.
As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseado em um número de distinções. A distinção mais importante acontece entre democracia direta (algumas vezes chamada "democracia pura"), onde o povo expressa a sua vontade por voto direto em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes chamada "democracia indireta"), onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.
Esta é a definição de democracia da wikipedia.
Quanto mais transparente é a democracia maior é o desenvolvimento das sociedades e a responsabilidade da participação dos cidadãos. Daí dizer-se, com propriedade nestes casos, que o Estado somos nós.
Vem isto a propósito dos resultados das eleições Regionais nos Açores em que o PS e Carlos César voltaram a ganhar com maioria absoluta, na esteira dos resultados das últimas Autárquicas em Lisboa e da (injustificável) não aprovação da alteração da lei eleitoral.

Vejamos, então, os factos:

Eleições Intercalares Autárquicas em Lisboa 2007
Inscritos: 524.248
Votantes: 192.460 - 36,71%
Brancos: 4.446 - 2,31%
Nulos: 3.032 - 1,58%
Ou seja, votaram 40,60% dos eleitores inscritos.
Em 2005, nas Autárquicas, o quadro foi o seguinte:
Inscritos: 536.450
Votantes: 282.443 - 52,65%
Brancos: 7.538 - 2,67%
Nulos: 4.733 - 1,68%

Eleições Regionais nos Açores 2008
Inscritos: 192.956
Votantes: 90.221 - 46,76%
Brancos: 1.695 - 1,88%
Nulos: 760 - 0,84%.

E poderíamos replicar este tipo de exemplos, por todo o país, o que torna mais inexplicável porque não se altera a Lei Eleitoral, com carácter de urgência.

Face à lei existente, ganha quem tem mais votos, mais um que o segundo melhor posicionado e o apuramento faz-se em função dos votos expressos. Muito bem, corresponde ao espírito da lei, foi este o sentido que o legislador quis atribuir.
Contudo, as condições têm vindo a alterar-se e não estarei errado se disser que nos desviamos perigosamente do espirito do legislador inicial e, no limite, qualquer cacique, seus apaniguados e os que eles conseguirem transportar, consegue vencer umas eleições.
O que é perigoso para a democracia, para esta democracia onde o voto não é obrigatório.
Por este caminho, um dia distes vamos ter que optar entre impor a obrigatoriedade do voto ou impôr uma norma que garanta que cada eleição só será válida se reunir pelo menos 50% dos votos expressos.
Em democracia, em que todos somos responsáveis porque o Estado somos nós, será perigoso se aceitarmos a demissão dos cidadãos, seja porque razão for.
Veja-se por exemplo, o Presidente da CM de Lisboa foi eleito com 56.751 votos, o que corresponde a 29,49% dos votos expresos mas apenas a 10,82% do universo dos eleitores com direito a voto em Lisboa. No limite, não parece que a legitimação seja muito consistente.
Não há democracia sem responsabilidade, não há direitos sem obrigações. E entre aqueles que se demitem de votar não acredito que não haja pessoas que recebem directamente subsídios, reformas, abonos, ou indirectamente beneficiem do acesso a hospitais, escolas, serviços públicos.
Ou será preciso fazer como no RSI (e bem) em que quem não tiver os filhos na escolaridade obrigatória perde o direito ao subsídio?
Enquanto é tempo, olhemos para a qualidade da nossa democracia. Sem esquecer que, sendo a democracia o melhor dos sistemas conhecidos, ditadores como Hitler e outros equiparados, tiveram a legitimidade o voto em eleições (obviamente, não livres).

Amadeo - Dia 49

Amadeo e Manhufe I

Em 1913, Amadeo pintou vários quadros que representam o seu reencontro com Manhufe, a casa de Manhufe, a Cozinha da Casa de Manhufe e a Casa do Ribeiro. Hoje apresentamos a Cozinha da Casa de Manhufe, óleo sobre madeira, 29,2x49,6cm, assinado "A. de Souza Cardoso", datado 1913, inscrição "Cozinha da Casa de Manhufe Amadeo de Souza Cardoso Fecit".

Colecção Centro Arte Moderna da Fundação Caloustre Gulbenkian, doação de Lucie de Souza-Cardoso.

domingo, 19 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 48

Atelier de Acácio Lino no nº 37 Denfert-Rochereau, Paris

No final da primeira década do século XX muitos artistas portugueses rumaram a Paris, a capital das artes. Curiosamente, por lá se encontraram 3 amarantinos, Amadeo, Acácio Lino e António Carneiro.
Frequentes eram os encontros dos artistas portugueses nos seus ateliers. A foto que apresentamos foi tirada em 1907 no atelier de Acácio Lino, na Rua Denfert-Rochereau e nela se podem ver, em pé, da direita para a esquerda: Manuel Bentes, Óscar Moreno, dr Carlos Balbino Dias, Amadeo, Arqto Afonso Ferraz, e Emmérico Nunes. Sentados: Dr Silveira, Sola, Acácio Lino e D. Casimira Loureiro.
Fotografia in "Catálogo do Centenário do Nascimento de Amadeo de Souza-Cardoso, Fundação caloustre Gulbenkian" 1987.

sábado, 18 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 47


"... Com Souza Cardoso passou a haver uma participação de expressão portuguesa nesse grande concurso de invenção plástica que foi o nosso cubismo. Participação resoluta, violenta, destacando-se em cores estridentes e formas enérgicas e que, dentro das variedades do cubismo, se pode classificar como cubismo órfico. Esta tendência lírica e dinâmica de Souza Cardoso virá a acentuar-se e, não é de espantar, que se encontrem na sua obra círculos cromáticos muito próximos dos de Robert Delaunay, tanto mais que os dois artistas, que tinham feito amizade em Paris, se vieram a encontrar em Portugal, por altura da permanência deste último no país, em 1915. Não causa também grande admiração que Amadeo se veja, nos últimos anos da sua carreira, adoptado pelos futuristas portugueses. Acrescentemos que, no catálogo das últimas exposições por ele levadas a efeito em Portugal, Amadeo se declarava "abstraccionista", termo novo na altura. Carreira breve, terminada ao trinte e um anos, mas fulgurante, rica de todas as inquietudes mais veementes da época, completamente lançada na previsão do próximo excesso. Vibrante de impaciência e exuberância, traduz a própria juventude, numa época extraordinária, que foi uma época de juventude. Conservou-se nesse estádio, não chegou a ver a forma como as revoluções espirituais triunfam, se desenvolvem, se transformam ou se acalmam. Souza Cardoso e a sua obra vivem para o futuro, no reino estrito da revolta e da esperança, na idade da juventude.
Uma tela de Souza Cardoso, intitulada Cavaliers, de colorido e movimento irresistivelmente sedutor, e que se crê poder datar de 1913, acaba de ser incorporada nas colecções do Museu Nacional de Arte Moderna. A França devia essa prova de gratidão ao jovem criador que, com o seu contributo, glorificou a Ecole de Paris, nela introduzindo a graça do génio português, mas que nela brilhou tão fugazmente que teria caído na obscuridade, não fora o dia em que a sua pátria de origem, à qual se juntou a pátria temporariamente de adopção e com a qual veio a partilhar a sua aventura espiritual, se decidiu a reavivar uma memória tão admirável, colocando-a no lugar de destaque a que tinha direito.


Paris, 1959"

Jean Cassou

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 46

Folheto Turístico promocional de Amarante, editado pela Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão, em 1961, numa edição de 20.000 exemplares, sendo Presidente o Engº Pedro Alvellos. Na contracapa destaque para o Museu e para a obra de Amadeo: "A obra original dum dos pioneiros da pintura moderna, companheiro de Bracque e de Modigliani - Visite o Museu"

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Homenagem a Pedro Alvellos




Em 13 de Maio de 1995, a Câmara de Amarante e a Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão prestaram uma Homenagem ao Engenheiro Pedro Alvellos (1º Presidente da RTSM).
Pedro de Alvellos foi durante anos uma figura incontornável a quem Amarante, por força dos seus contributos e da sua dedicação, deve estar grata.
Foi um grande agente de promoção da Amarante em termos culturais e turísticos.
A ele se deve a criação da Região de Turismo da Serra do Marão e a instalação da sua sede em Amarante onde permaneceu durante várias décadas.
A ele se deve muito do trabalho de promoção do Museu de Amarante.
A ele se devem muitas das iniciativas culturais de dimensão que, as mais das vezes, custeava do seu próprio bolso.
Fervoroso coleccionador da obra de Camilo Castelo Branco, durante décadas Pedro de Alvellos reuniu uma das mais importantes bibliotecas camilianas que legaria ao Município de Amarante.
Foi ainda autor de, pelo menos, 13 livros de que destacamos "Á lareira do Pecado", peça em 3 actos representada no Teatro Nacional D. Maria II, de 1946, "Coronel Francisco Monteiro de Carvalho Lima", de 1964, "Os Pelourinhos da Região de Turismo da Serra do Marão", de 1967, "Camilo e a lápide da Casa dos Brocas", de 1967, "Em Amarante, comemorando o cinquentenário do Colégio de S. Gonçalo no dia de Camões", de 1981, e "Humberto Delgado em Amarante ou a Carta Aberta", de 1984.
Íntegro e solidário, amou Amarante como só as grandes almas sensíveis são capazes de o fazer. Excêntrico, politicamente frontal apoiante do anterior regime, mesmo nos momentos mais "quentes" era respeitado por todos. Dele se contam histórias mirabulantes cheias de humanismo e de simpatia. Um bom homem.
Todos devemos muito a Pedro Alvellos que, seguramente, não merece o esquecimento a que tem sido sujeito.
Onde quer que esteja, meu caro Engº Alvellos, os meus agradecimentos pelo seu exemplo.

Amadeo - Dia 45




Exposição de Pintura inaugurada em 22 de Agosto de 1987, pelas 16 horas, no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, integrada nas comemorações do Centenário de Amadeo.

Incluiu obras de Alberto Cardoso, Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, António Carneiro, Armando Basto, Diogo de Macedo, Domingos Rebelo, Eduardo Viana, Emmérico Nunes, Francisco Smith, José Pacheco, Leal da Câmara, Manuel Bentes, Robert Delaunay, Sonia Delaunay e Sousa Lopes.


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 44

Agustina Bessa Luís, in "Dicionário Imperfeito", Guimarães Editores, Lisboa, 2008

"Não me estranha que, do vale de Travanca, tão cercado por nevoeiros, mergulhado numa sensibilidade regional e pouco interessante, saísse um dia Souza-Cardoso para aderir ao Manifesto Futurista. Entendeu rapidamente que a carroçaria dum Bugatti valia tanto como a Vénus de Milo. Possivelmente não era muito brilhante, muito inteligente, muito culto. Mas tinha uma natureza voltada para a acção imediata -um anti-romântico, o contrário dum anémico. O impulso para a conformidade não operava nele de maneira suficiente para que ficasse submetido aos sentimentos da colectividade e aos seus costumes. O que Souza-Cardoso pintou tem menos significado esteticamente do que o movimento que transcendeu uma educação, a tradição, em suma. Era um homem poderoso sem ansiedades místicas ou políticas, pronto a desembaraçar-se do ritual obsessivo da tradição. Provavelmente, quando voltou ao lar e se deixou arrastar pelo "nacionalismo" provinciano, a anemia atingiu-o. Morreu como morriam as parturientes, de pneumónica. Teve decerto a noção da profundas mudanças do seu tempo, e não resistiu a deixar-se integrar nos costumes de grupo, casando, indo a banhos e morrendo duma banal epidemia.
Em geral fala-se da obra de Souza-Cardoso e não dele, como pessoa em busca de novos estados de equilíbrio. Penso nele com emoção, sobretudo se o vejo nesses lugares de nascimento onde eu própria nasci. Tão eventuais e sossegados, onde não parece mexer uma folha sem o precedente doutra folha que mexe. E, de repente, o salto compacto e desmesurado, aquele olhar para o interior de si mesmo como para o estranho mais consumado. Força enorme de avaliar as condições tradicionais em contradição com as condições actuais. Disso sai a revolução dos costumes, a obra de arte e o delgado fio que nos liga à felicidade."

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Orfeão Académico Amarantino





Há dias, mexendo nos papéis, encontrei este anúncio das Comemorações do 60º Aniversário do Orfeão Académico Amarantino, em 14 de Setembro de 2001.


A fotografia é fantástica.
A memória (e as memórias) daqueles tempos é, seguramente, fantástica.
Ainda há memórias vivas desse tempo.
A minha Homenagem.

Colecção Berardo - com Amadeo - no Museu do Luxemburgo

In publico online

França
Exposição “De Miró a Warhol - A Colecção Berardo em Paris" inaugurada quinta-feira

14.10.2008 - 10h35 Lusa

Obras de Amadeu de Souza Cardoso, Vieira da Silva e Lourdes Castro vão dialogar, a partir de quinta-feira, com criações de Andy Warhol, Picasso, Dali e outros artistas no Museu do Luxemburgo, em Paris. A exposição intitula-se “De Miró a Warhol - A Colecção Berardo em Paris" e estará patente até Fevereiro de 2009.São 75 obras escolhidas do acervo do Museu Berardo pelo comissário André Cariou, director e conservador do Museu de Belas Artes de Quimper, na Bretanha, que pesquisou centenas de obras para apresentar uma certa perspectiva de peças emblemáticas desde 1910 até 1980 da colecção do comendador.
Esta é a primeira vez que o Museu Colecção Berardo apresenta uma grande exposição no estrangeiro, com obras do seu acervo desde que foi inaugurado, a 25 de Junho de 2007, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na sequência de um acordo de comodato com o Estado português. Em Paris, a exposição "De Miró a Warhol - A Colecção Berardo em Paris" surge anunciada em grandes cartazes um pouco por toda a cidade - à saída do metro, junto aos Jardins do Luxemburgo, no coração da capital, onde está instalado o museu - com uma imagem apelativa e colorida de Tom Wesselman (1931-2004), intitulada "Great American Nude" de 1963. "Escolhi esta obra da colecção do Museu Berardo para dar um rosto à exposição porque é ao mesmo tempo apelativa, moderna e funciona graficamente muito bem", disse o comissário em declarações à Agência Lusa. No interior do Museu do Luxemburgo, as 75 obras sobretudo de pintura, e também algumas esculturas, foram distribuídas por cinco salas, onde a equipa de produção finaliza os trabalhos de pormenor como a disposição da luz.
Na primeira sala, que acolherá os visitantes do museu, convivem pinturas do artista português Amadeo de Souza Cardoso ("Pelas Janelas", 1914), Pablo Picasso ("Tete de Femme", 1909), Jackson Pollock ("Head", 1938), Balthus ("Portrait de Femme", 1935) e uma escultura de Germaine Richier ("La Mante Grande", 1946), entre outras. Do Surrealismo à Pop ArtA exposição prossegue por períodos cronológicos da História da arte, percorrendo o Surrealismo, a Arte Abstracta de entre as Duas Guerras, a Pop Art Americana/Novo Realismo francês, e termina com Diversas Tendências dos Anos 60.
No espaço dedicado à Pop Art surgem, por exemplo, obras da artista portuguesa Lourdes Castro, com "Sombra Projectada" (1964) e as emblemáticas sopas de tomate Campbell's criadas por Andy Warhol.
A pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva, que viveu muitos anos em Paris, está representada com duas telas criadas em 1948: "Composition" e "Craie". Max Ernst, Lucio Fontana, Robert Indiana, Piet Mondrian, René Magritte, Francis Gruber, Robert Delaunay, Marcelle Cahn, Jean Gorin, Julio Gonzalez, Salvador Dali e André Breton são outros artistas representados na exposição.
Em declarações à Lusa, Sylvestre Verger, responsável pela produção das exposições do Museu do Luxemburgo desde 2000, referiu que esta entidade recebeu desde essa data até hoje cerca de cinco milhões de visitantes e espera que "De Miró a Warhol - A Colecção Berardo em Paris", que ficará patente até 22 de Fevereiro de 2009, venha a receber mais de 300 mil pessoas.

"Pedras parideiras" a património mundial

In portugaldiario.pt

"Uma comissão de peritos da UNESCO desloca-se no final do ano a Arouca para avaliar a candidatura do geoparque do município à rede internacional, apostando em seduzir o mundo com «pedras parideiras» e outras singularidades, informa a agência Lusa.
A candidatura do Geoparque Arouca à UNESCO foi apresentada em finais de Agosto passado, e acolhida numa primeira fase. Uma equipa internacional de avaliação, em finais de Dezembro ou inícios de Janeiro de 2009, irá apreciar a viabilidade da pretensão, revelou o coordenador científico do projecto, Artur Sá.
De acordo com este docente na Universidade de Trás-os-Montes e investigador do Centro de Geociências da Universidade de Coimbra, os peritos internacionais, além da componente científica, irão avaliar toda a estrutura organizativa e de gestão, que ficará confiada à AGA - Associação Geoparque Arouca, criada propositadamente para esse fim.
«Será uma estrutura com as pessoas e para as pessoas», sustentou o coordenador científico, frisando que «não é para ser um parque de diversões para geólogos», mas para contribuir para o desenvolvimento das populações locais, do concelho e da região.
O Geoparque Arouca, que corresponde à área administrativa do concelho de Arouca, com uma extensão de 330 quilómetros quadrados, é reconhecido pelo seu excepcional património geológico de importância internacional, nomeadamente pelas trilobites (fósseis de animais marinhos que viveram há milhões de anos - no Ordovícico Médio) gigantes de Canelas, pelas «pedras parideiras» da Castanheira, os icnofósseis do Vale do Paiva, e a Frecha da Mizarela, uma das quedas de água com maior desnível na Europa.
As «pedras parideiras», que revelam um fenómeno geológico único no mundo, são nódulos negros de biotite, um mineral, encrustados numa matriz granítica, que pelo efeito da erosão saltam da rocha. Para além de constituírem um fenómeno científico único, quer na sua formação, quer na «expulsão» devido à erosão, às «pedras parideiras» está associado um misticismo ancestral, ligado à fecundidade, ainda vivo nas populações locais, e chegaram a ser encontradas numa mamoa - um monumento funerário megalítico."

Amadeo - Dia 43

Desenho (Dançarino) - 1910

Grafite s/papel, 34x20,5 cm

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 42

Desenho Futurista (Movimento) - 1912

Grafite s/papel , 33,7x26,7 cm

domingo, 12 de outubro de 2008

Amadeo - Dia 41

Caricatura: Amadeo e Manuel Laranjeira
Tinta da china s/ papel, 11,5x17,5 cm, 1906

sábado, 11 de outubro de 2008

Amadeo - Venham daí mais 20 (Dia 40)

COLÓQUIO SOBRE AMADEO DE SOUZA-CARDOSO

Em 24 de Julho de 1987, a Fundação Caloustre Gulbenkian organizou em Lisboa, na sua Sala Polivalente, um "Colóquio Sobre Amadeo de Souza-Cardoso", com coordenação de Sílvia Chicó tendo como participantes Bernardo Pinto de Almeida, Eduardo Paz Barroso, Pierre Cabanne, António Cardoso, Joaquim Matos Chaves, José Augusto França, Julian Gallego, Mário Rui Gonçalves, Artur Nobre de Gusmão, Maria Alberta Meneres, Fernando Pernes, João Pinharanda, António Rodrigues e António Torrado.
Chegamos ao fim desta série "Venham daí mais 20" que se seguiu à publicação dos "XX Dessins" em 20 dias vinte desenhos.
Coloca-se-nos agora a questão: continuar ou terminar? Terminar ou continuar?
Vamos continuar. Sem nenhum formato, sem nenhuma série, sem nenhum especial compromisso que não seja a de contribuir para divulgar e enquadrar Amadeo no seu tempo e espaço. Talvez até aos 100. Quem sabe?
JC

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Amadeo - Venham daí mais 20 (Dia 39)

EXPOSIÇÃO DE CARICATURAS DE AMADEO


Integrada no programa do Cinquentenário da Morte de Amadeo de Souza-Cardoso, foi inaugurada em 13 de Janeiro de 1969 uma Exposição de Caricaturas de Amadeo no Museu de Amarante, seguida de uma visita guiada à Sala Amadeo de Souza-Cardoso sob a orientação de José Augusto França.
Esta exposição constava de 31 caricaturas, sendo ainda composta por uma "montra com fotografias, livros escolares, jornais e outros objectos relacionados com o Artista".
Esta exposição seria repetida em Lisboa, na Secretaria de Estado da Informação e Turismo, no Palácio Foz, a 15 de Março, e no Porto, na Escola Superior de Belas Artes.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Quem nos vale?

Numa acção sem precedentes, vários Bancos Centrais baixaram ontem as taxas de referência em 0,5%, fixando-a em 3,75%.
Esperava-se que a Euribor, taxa de serve de referência às prestações das casas e não só, baixasse e aliviasse o esforço das famílias e das empresas.
Esperava-se ainda que essa baixa pudesse retomar a confiança.
Puro engano.
A Euribor a 6 meses voltou a subir e atingiu novo recorde (5,44%), 1,69% acima da taxa de referência do BCE.
A este valor acresce para os particulares e empresas o spread (taxa de risco) que nalguns bancos triplicou nos últimos tempos (de cerca de 1% para mais de 3%).
Quem nos vale? Quem nos tira deste engano?

Rali de Portugal Histórico 2008

De 8 a 12 de Outubro estará na estrada o Rali de Portugal Histórico que reune mais de uma centena de carros que fizeram as delícias dos ralis dos 60 e 70.


"Família Queiroz comanda no final do primeiro dia
João e Marta Queiroz (BMW 2002) chegaram a Tomar, no final do primeiro dia da terceira edição do Rally de Portugal Histórico, como comandantes da prova, justificando, deste modo, o papel de potenciais candidatos ao triunfo de que eram apontados à partida.
Esta etapa de abertura, que ligou o Autódromo do Estoril a Tomar, incluiu uma prova de regularidade por sectores (PRS), na distância de 11,82 Km (três voltas à pista) e a primeira prova de regularidade absoluta (PRA), num percurso que totalizava 194,64 Km.
Aníbal Rolo-António Caldeira (Datsun 240Z) foram os mais eficazes nas três voltas ao circuito, seguidos de muito perto por José Grosso-João Sismeiro (BMW 2002) e por João Queiroz.
No entanto, a prova de regularidade disputada nas proximidades de Tomar possibilitou a Queiroz a ascensão ao primeiro lugar, com os vencedores da edição do ano passado, Pedro Jerónimo-Pedro Hipólito (Porsche 911), a terem igualmente uma bom início de competição e a ascenderem ao segundo lugar, à frente de José Grosso, que fechava um pódio provisório.
No entanto e face aos poucos quilómetros de provas realizados, as diferenças eram ainda muito escassas, embora seja de salientar que os principais interessados ao triunfo final começaram de imediato a demonstrar os seus predicados.
Hoje, quinta-feira, os concorrentes saíram de Tomar pelas 08.30 horas para a segunda etapa, com 391,2 Km, com uma PRS (1,96 Km) no Kartódromo de Poiares, pelas 11.45 horas. A neutralização da hora do almoço terá lugar no Luso, entre as 12.30 e as 14.30 horas, e chegada a Viseu está agendada para as 19.00 horas, depois de efectuadas 9 PRA, somando 147,67 Km."


Amanhã, 6ª feira o Rali andará pelos nossos lados, fazendo o troço do Marão a partir das 10.15h.

Quem puder, a não perder.


Lembrando-se disso, o "Chefinho" António Catarino mandou-me uma linda fotografia (Jean-Luc Thérier, troço de Quiaios 1973) para abrir o apetite. E conseguiu.
Obrigado.


Amadeo - Venham daí mais 20 (Dia 38)

SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO
CINQUENTENÁRIO DA MORTE DE AMADEO DE SOUZA-CARDOSO








A "Flor do Tâmega" de 15 de Junho de 1969 faz o relato da sessão de encerramento do cinquentenário da morte de Amadeo de Souza-Cardoso e da atribuição ex-aequo do Prémio alusivo à efeméride a José Rodrigues e a Nadir Afonso.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Amadeo - Venham daí mais 20 (Dia 37)

Reprodução do folheto da exposição colectiva de "artistas portugueses de tendência modernas" e de obras de Souza-Cardoso, inaugurada em 12 de Abril de 1969, integrada no programa do Cinquentenário da morte de Amadeo de Souza-Cardoso, numa iniciativa da Câmara Municipal de Amarante, colaboração da Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão e do Grupo dos Amigos do Museu e patrocínio da Secretaria de Estado da Informação e Turismo.
Pontificam nomes como Ângelo de Sousa, Armando Alves, João Machado, Jorge Pinheiro, Luís Demée e José Rodrigues.






terça-feira, 7 de outubro de 2008

Amadeo - Venham daí mais 20 (Dia 36)

Reprodução do folheto com o programa do Cinquentenário da morte de Amadeo de Souza-Cardoso, desde 25 de Outubro de 1968 até 6 de Junho de 1969, numa iniciativa da Câmara Municipal de Amarante, colaboração da Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão e do Grupo dos Amigos do Museu e patrocínio da Secretaria de Estado da Informação e Turismo.
A sessão de encerramento, a 6 de Junho de Junho de 1969 contou com a presença de José de Almada Negreiros.




segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O estado da "coisa"

O site da TSF publica hoje uma notícia sobre a crise financeira e a saúde da economia britânica que, pelo alcance do seu conteúdo, não podemos deixar de transcrever, com a devida vénia, e com a reflexão: "Quem nos tira daqui? Os mesmos que para aqui nos trouxeram? Como diria o capitão Brown, "Não estou a gostar mesmo nada disto".

"O ministro britânico do Comércio admitiu, este domingo, que a economia inglesa se encontra em «muito mau estado» e comparou o sistema financeiro com um doente com uma «infecção muito má», para a qual o executivo deve encontrar um remédio.
Em entrevista à televisão britânica Sky News, Peter Mandelson disse que a solução deve passar por três etapas, começando por «estabilizar o estado do paciente», através da injecção de liquidez no sistema, com vista a restaurar a confiança no mundo bancário.
De seguida, convém «tratar os sintomas», identificando a origem dos problemas e levando a cabo uma «acção firme e decisiva», que o governo britânico e o banco de Inglaterra «já começaram a fazer», acrescentou o antigo comissário europeu para o Comércio.
Em terceiro lugar, continuou, é necessário «restabelecer a saúde do doente e assegurar que aquilo a que assistimos não voltará a acontecer». No entanto, quanto a este último ponto, «ninguém sabe realmente o que fazer», acrescentou."

Amadeo - Venham daí mais 20 (Dia 35)

O nº 3 da revista da Escola Secundária de Amarante "Schola et Vita", publicada em Setembro de 1988, atribuiu especial destaque ao Centenário do Nascimento de Amadeo de Souza-Cardoso, dedicando-lhe vários trabalhos: 1. Registo biográfico nº 5; 2. Referência às Comemorações; 3. Carta de Amadeo ao Tio Francisco; e 4. Mancelos Terra de Amadeo.
Apresentamos aqui a capa e duas páginas.
Na mesma revista é publicado um conto inédito de Alexandre Pinheiro Torres, "Uma corrida de guigas no rio Tâmega", a que voltaremos um dia.