sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Papelaria Progresso
Esta era a imagem de marca no final do século XIX da "Papelaria Progresso - Officina Typographica e Lithographica Gravura em todos os generos carimbos de borracha, de M A Branco & Cª, 153, Rua do Ouro, 155 Lisboa, Officinas - R. do Crucifixo, 62 a 66." Vale a pena clicar sobre a imagem e percorrer demoradamente cada centímetro quadrado da imagem.
Simplesmente notável!
E não havia computadores, photoshop nem corel.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Amarante, os Amarantinos e o Rio
Fotografia de Foto-Carneiro"Amarante, os Amarantinos e o Rio
O post que agora escrevo tem por base as palavras do meu pai e as suas memórias relacionadas com o Tâmega.
O meu pai nasceu em 1937 e aquando do seu nascimento já existiam velhos hábitos e costumes entre os amarantinos, relacionados com o rio, como se pode ver na fotografia que ilustra este post, e onde é facilmente identificado o meu mui querido avô Rodrigo, segundo na foto, contando da direita para a esquerda, o primeiro encostadinho à barraca, ainda muito jovem e solteirinho da silva.
O rio foi património passado de pais para filhos e estas barracas de madeira listada, contemporâneas do meu avô, povoaram ainda a infância e adolescência do meu pai não tendo chegado, no entanto, a alimentar as minhas memórias de infância, passada nos Poços.
As barracas eram montadas anualmente, inaugurando a época balnear, sobre a corrente do rio num sítio chamado Gola, entre a Ínsua e o Areal, e serviam não só para as pessoas mais modestas tomarem o seu banho de limpeza semanal, como também para as senhoras importantes e excêntricas de Amarante se refrescarem, a coberto dos olhares, curiosos e matreiros, da rapaziada que povoava o Tâmega, à época. Mas a rapaziada parece que fintava as ditas senhoras e mergulhando nas águas outrora límpidas do rio espreitava-as, Ai Jesus! Nuas!, tal qual tinham vindo ao mundo!
Durante a infância do meu pai era o senhor Adolfo Flores que ensinava a moçarada a nadar e foi com este senhor que o meu pai aprendeu a deslocar-se, nadando em segurança, no rio. De cabaças debaixo dos braços, para não ir ao fundo, lá ia ganhando destreza e aperfeiçoando os movimentos, até o senhor Adolfo o mandar fazer a prova final e que consistia em nadar, sem as ditas cabaças, desde a ponta da Ínsua até ao pilar da Ponte Velha, acompanhado pelo senhor Adolfo, que da sua Guiga, barco típico que ainda hoje povoa o rio misturado com umas ditas dumas gaivotas, ia vigiando a prova de superação de dificuldades acrescidas, num local de grande profundidade do rio. Dizia ele que se a moçarada conseguisse nadar aquela distância, sem parar, estava já apta a nadar em qualquer lugar e sem mais companhia, quer humana, quer a das ditas cabaças.
E a moçarada lá ia crescendo, no Verão sempre enfiada no rio, chapinhando e brincando, bebendo da sua água quando tinha sede, pescando as enguias que se movimentavam no fundo pedregoso do rio, com garfos, nadando até dizer chega, espreitando as senhoras nuas dentro das barracas.
Este foi um tempo anterior aos Poços, que pura e simplesmente não existiam enquanto praia, na infância e adolescência do meu pai."
Anabela Magalhães
Com a devida homenagem, copiamos, com autorização da autora do blogue Anabela Magalhães, este belíssimo e raro post sobre os costumes do início do século XX (com propriedade) à beira rio Tâmega. A fotografia é um espanto e as referências são uma delícia.
Aqui nas Margens (e a Anabela também por aqui passa com assiduidade), onde a partilha é um princípio estrutural, ficamos felizes por poder partilhar "coisas" deste valor.
Obrigado Anabela.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Um pequeno passo para o homem
Há 40 anos, Neil Armstrong tornou-se no primeiro homem a pisar a Lua, numa viagem em que participam ainda os astronautas Edwin Aldrin e Mike Collins.A "Missão Apolo 11" foi a mais significativa aposta na corrida pelo domínio do espaço, ocorrida em plena Guerra Fria, com os EUA a ganharem terreno frente à adversária União Soviética.
A primeira caminhada de Armstrong e Aldrin em solo lunar assegurou ao dia 20 de Julho de 1969 um lugar na história, selado com a frase mítica de Neil Armstrong: «Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade».
Camões escreveu a propósito da Epopeia dos Descobrimentos, "Por mares nunca dantes navegados". Por ocasão da 1ª Travessia Aérea do Atlântico Sul, com Sacadura Cabral e Gago Coutinho, glosou-se o tema, "Por Ares nunca dante navegados". Com a Apolo 11 sempre se poderia dizer, "Por espaços nunca dantes navegados".
Pena que não fosse um projecto de portugueses.
domingo, 19 de julho de 2009
Lavadeiras - 47 - Rio Abegão
Caro amigo: Outra vez o Rio do Abegão...Valado dos Frades.
Local central onde maior actividade se concentrava...na lavagem de roupa.
Adquiri este postal hoje...numa feira em Alcobaça.
A novidade mesmo é desfrutarmos das mulheres da Nazaré...com a roupa lavada e seca...meticulosamente dobrada...quase não precisando ser passada a ferro.
Elas estão de "abalada"...para a Nazaré...ali a 5 Kms.
Cumprimentos.
Hélio Matias
sábado, 18 de julho de 2009
Vinho Verde de Gatão
O Vinho Verde de Gatão Bairrismos à parte, Gatão produz os melhores vinhos verdes tintos. Há muitos anos.
A tradição transporta-nos até ao século XIX e à Casa de Pascoaes do Conselheiro Teixeira de Vasconcellos e à Casa de Meios de José Albano Brandão, ambas premiadas em concursos.
Muito antes da criação da Região dos Vinhos Verdes por Carta Régia de 1908.
Depois, apareceu a Sociedade dos Vinhos Borges & Irmão e a confusão sobre se o vinho era de Gatão, freguesia de Amarante, ou apenas representava o gato grande de botas.
Com o tempo, o Gatão comercializado nos grandes mercados deixou de representar vinho tinto e de estar associado a Amarante fixando-se na produção de um vinho branco... simpático e facilmente bebível.
Por estas bandas, continuaram a produzir-se os verdadeiros Vinhos Tintos de Gatão, encorpados, saborosos, disputados e fazendo jus à tradição.
Apresentamos agora o rótulo dos vinhos da Quinta de Pascoaes, numa gentileza da D. Maria Amélia Vasconcelos.
Gérard Castello Lopes - Fotografias
Gerard Castello Lopes - Fotografias
Gérard Castello Lopes é um dos grandes fotógrafos portugueses da segunda metade do século XX. Começou a fotografar em 1956, com mais de trinta anos. Fotografou como poucos o Portugal daqueles tempos em documentos que são testemunhos arrepiantes."Nazaré, 1958", Os fotógrafos portugueses, Portugal, anos 50 -04, 1999 Edições 19 de Abril.
Correios - Distribuição postal Porto - Vila - Bragança
Nos nossos dias, a distribuição postal é diária servindo todos os pontos do nosso território. Todos lembramos os amigos carteiros que a pé ou com as suas bicicletas e os sacos de cabedal levavam as "novas" às aldeias deste país. Lembramos as suas fardas e bonés. Mais recentemente associamos a distribuição postal ao código postal, ao correio azul, aos envelopes verdes, etc, etc.Os mais antigos lembram-se das ambulâncias que íam de terra em terra deixar os sacos enormes de cartas e encomendas. Lembro-me de umas carrinhas Peugeot cinzentas (403??) que ligavam Amarante a Celorico e, talvez, Mondim de Basto.
Acabo de encontrar este envelope do 1º Dia que assinala a estreia do serviço de "Auto-Ambulâncias Porto-Vila Real-Bragança", cuja viagem inaugural foi em 19-4-56. O trajecto era Porto, Valongo, Paredes, Penafiel, Amarante, Vila Real, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança. Seria curioso saber quantas horas demorava esta ligação Porto-Bragança!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Saí de casa na madrugada.

Saí de casa na madrugada. Levava na ideia caminhar sem destino certo, avançando ao sabor do encontro e desencontro dos caminhos.
Pensei apenas em caminhos de terra vermelha, solta, e macia, caminhos por onde ninguém tivesse passado, abertos por mim na hora.
Caminhei por entre campos, matas, bosques e florestas. Dormi ao relento, ao frio e ao calor.
Sei que me proponho caminhar para sempre, porque é o único destino que me apraz.
Não me quero sentar muito tempo, nunca mais. Nem saber o preço das coisas que se compram, nem quanto ganham as pessoas, nem que bens tem o dono dos sítios por onde passo.
Satisfaço-me com o encontro do caminho e com a alegria de o fazer.
Posso seguir o voo de uma ave, decidir endireitar o pé de uma árvore jovem, na floresta, ou dormir embalado pelo mar todo um dia.
Não tenho pressa. Não tenho dever. Não conheço ninguém. E nada espero.
Já não tenho sapatos e as roupas que uso já não são minhas.
A minha alegria é caminhar e surpreender-me com a caminhada.
Vivo de quase nada. Os meus olhos cresceram, memória das visões de tantos mundos.
As minhas mãos encolheram, não precisam de afastar, ter ou recolher.
Pensei apenas em caminhos de terra vermelha, solta, e macia, caminhos por onde ninguém tivesse passado, abertos por mim na hora.
Caminhei por entre campos, matas, bosques e florestas. Dormi ao relento, ao frio e ao calor.
Sei que me proponho caminhar para sempre, porque é o único destino que me apraz.
Não me quero sentar muito tempo, nunca mais. Nem saber o preço das coisas que se compram, nem quanto ganham as pessoas, nem que bens tem o dono dos sítios por onde passo.
Satisfaço-me com o encontro do caminho e com a alegria de o fazer.
Posso seguir o voo de uma ave, decidir endireitar o pé de uma árvore jovem, na floresta, ou dormir embalado pelo mar todo um dia.
Não tenho pressa. Não tenho dever. Não conheço ninguém. E nada espero.
Já não tenho sapatos e as roupas que uso já não são minhas.
A minha alegria é caminhar e surpreender-me com a caminhada.
Vivo de quase nada. Os meus olhos cresceram, memória das visões de tantos mundos.
As minhas mãos encolheram, não precisam de afastar, ter ou recolher.
Estou finalmente só
Eu...
Eu...
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Sem Comentários
Sudão
Jornalista sudanesa acusada de se vestir de forma indecente arrisca 40 chicotadas
Hoje às 06:18
Uma jornalista sudanesa acusada de andar vestida de forma indecente pode vir a ser condenada a 40 chicotadas, se for condenada por crime contra a ordem e moral pública no Sudão.
Lubna Ahmed al-Hussein, que publica textos regularmente no jornal de esquerda Al-Sahafa e também trabalha para a Missão das Nações Unidas no Sudão, foi presa no início de Julho em Cartum, a capital do país, quando se encontrava no interior de um restaurante.
Os polícias pediram a todas as mulheres vestidas com calças para os acompanharem e, dois dias mais tarde, dez das 13 foram convocadas pela esquadra do centro da cidade onde tiveram de se deslocar para levar 10 chicotadas cada uma, disse a jornalista.
As outras três mulheres, entre elas Lubna Ahmed al-Hussein, foram acusadas de violar o artigo 152 do código penal sudanês, que prevê uma pena de 40 chicotadas para quem cometa um acto indecente, viole a moral pública ou vista roupas indecentes.
Contrariamente a outros países da região, as mulheres estão muito presentes na vida pública do Sudão, país maioritariamente muçulmano, mas algumas leis continuam a ser descriminatórias, denunciam as organizações de defesa dos Direitos do Homem.
Jornalista sudanesa acusada de se vestir de forma indecente arrisca 40 chicotadas
Hoje às 06:18
Uma jornalista sudanesa acusada de andar vestida de forma indecente pode vir a ser condenada a 40 chicotadas, se for condenada por crime contra a ordem e moral pública no Sudão.
Lubna Ahmed al-Hussein, que publica textos regularmente no jornal de esquerda Al-Sahafa e também trabalha para a Missão das Nações Unidas no Sudão, foi presa no início de Julho em Cartum, a capital do país, quando se encontrava no interior de um restaurante.
Os polícias pediram a todas as mulheres vestidas com calças para os acompanharem e, dois dias mais tarde, dez das 13 foram convocadas pela esquadra do centro da cidade onde tiveram de se deslocar para levar 10 chicotadas cada uma, disse a jornalista.
As outras três mulheres, entre elas Lubna Ahmed al-Hussein, foram acusadas de violar o artigo 152 do código penal sudanês, que prevê uma pena de 40 chicotadas para quem cometa um acto indecente, viole a moral pública ou vista roupas indecentes.
Contrariamente a outros países da região, as mulheres estão muito presentes na vida pública do Sudão, país maioritariamente muçulmano, mas algumas leis continuam a ser descriminatórias, denunciam as organizações de defesa dos Direitos do Homem.
In Portugal Diário
domingo, 12 de julho de 2009
Teixeira de Pascoaes
F. C. do Porto Anos 30
As fotografias antigas são fascinantes por tudo o que podemos vislumbrar nos rostos, nos olhares, nos penteados, na forma de vestir. Esta imagem é um bilhete postal ilustrado com uma equipa do F. C. do Porto dos anos 30 e com publicidade à Casa de lotarias Feliz Ferrão, da Rua Fernandes Tomás, 863, Porto: "Joguinho bom, é sem dúvida o do FELIZ FERRÃO.
Impresso na Tip. Artes & Letras, 5.000 ex., 16.3.39. Exemplar não circulado.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Prémio Lemniscata
Armando de Sousa, do blogue “A Fábrica” "passou-se" e, "contra a corrente" que nesta época do ano não é muito forte, atribuiu a este blogue, o Prémio Lemniscata.Obrigado em nome de todos os que aqui se vão encontrando, seja para ler um livro, ver uma fotografias ou uns postais, ouvir uma música, "reencontrar" Amadeo ou Pascoaes, ou..., ou... simplesmente só para ver.
Mandam as "regras" que os contemplados com o Prémio deverão distinguir outros sete blogues e explicar o significado do Prémio.
“O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogues que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores”.
Sobre o significado de Lemniscata:Lemniscata: “curva geométrica com a forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos é constante.” Lemniscato: ornado de fitas do grego Lemniskos, do latim, Lemniscu: fita que pendia das coroas de louro destinadas aos vencedores (In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora).
Acrescenta-se que o símbolo do infinito é um 8 deitado, em tudo semelhante a esta fita, que não tem interior nem exterior, tal como no anel de Möbius, que se percorre infinitamente”. Texto da editora de “Pérola da Cultura”.
Seguindo as regras atribuo este prémio aos seguintes blogues:
gagocoutinho.wordpress.com/
portadaloja.blogspot.com/
clubedecoleccionadoresdegaia.blogspot.com/
coleccionar-collectus.blogspot.com/
penasuave.blogspot.com/
anabelapmatias.blogspot.com/
abrupto.blogspot.com/
terça-feira, 7 de julho de 2009
Lala Macedo

O amigo AF fez-me (fez-nos) chegar este conjunto de fotos retiradas de um documentário da época da RTP que não resistimos a publicar. Sem mais palavras.
Obrigado, Lala. Menina Lalinha.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
Domingo à tarde. Sem comentários. Mesmo.
Este país está a precisar de férias. Urgentemente.
Manuel Pinho na Assembleia da República, 2 de Julho.
Muita gente se ficou a rir sem razões para isso.
TSF, 3 de Julho, às 00.14h
Vilarinho responde de forma insólita a pergunta de jornalista
Manuel Pinho na Assembleia da República, 2 de Julho.Muita gente se ficou a rir sem razões para isso.
TSF, 3 de Julho, às 00.14h
Vilarinho responde de forma insólita a pergunta de jornalista
Quando questionado pela RTP-N sobre se considera que se segue uma batalha jurídica depois destas eleições, Manuel Vilarinho respondeu: «Se não estivesse a falar para a rádio dizia que estou-me cagando».
Rosa Ramalho 9 - "Cabra e bode"
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