terça-feira, 31 de março de 2009

Homenagem de António Carneiro

Homenagem de António Carneiro a Gago Coutinho e Sacadura Cabral publicada no Jornal "Luzitania", nº 2 Ano I, Director Joaquim Bento de Novais; Editor José Canelas, Redacção e Administração Rua da Constituição, 1235, Porto.

Linha do Tâmega fecha 2 anos

In www.tsf.pt

"Linha do Tâmega encerra dois anos para obras"
Hoje às 15:51

A linha do Tâmega, que tem a circulação de comboios suspensa desde 25 de Março por razões de segurança, vai estar encerrada para obras de requalificação durante dois anos.
O anúncio foi feito, esta terça-feira, pela secretária de Estado dos Transportes.
Ana Paula Vitorino, que se reuniu hoje em Amarante com os autarcas de Amarante e Marco de Canaveses e presidentes das juntas de freguesia servidas pela linha férrea, reafirmou, com base no relatório que lhe foi entregue na semana passada pela Refer, que a linha - 12 quilómetros de via férrea entre Livração, na linha do Douro e Amarante - não tinha condições de segurança para se manter aberta.
«Os carris e as travessas estão em profundo estado de degradação», frisou.
«Dentro de quatro meses teremos a obra a iniciar e a estimativa que temos de suspensão do serviço é de cerca de dois anos», afirmou a secretária de Estado, que adiantou que a Refer vai tentar encurtar aquele prazo.
«Temos que pôr uma linha capaz, segura e que quando reabrir deve ser uma linha com melhor serviço e melhor coordenação com os comboios que vão para o Porto e ainda com comboios mais confortáveis», assegurou Ana Paula Vitorino."
Um dia perceberemos se este processo foi bem gerido ou não. Palpita-me que não. Mas posso estar enganado. Aguardemos!

Bilhetes da Carris


Em 1972, por ocasião do Cinquentenário da 1ª Travessia do Atlântico Sul, a Carris decidiu assinalar a efeméride imprimindo no verso dos bilhetes uma alusão a esse momento alto da história de Portugal do Século XX. Gentileza da Loja de Coleccionismo Colectus, Porto.

Fair Play

Não falamos de futebol, falamos de fair play.
Um jogador do Rapid de Bucarest caiu à entrada da área e o árbitro marcou penalti.
O jogador levantou-se e dirigiu-se ao árbitro dizendo que não tinha sido penalti.
O erro foi corrigido.
O jogador -um verdadeiro herói- merece que se divulgue o nome: Costin Lazat.
Para que conste e seja apontado como exemplo.

http://www.youtube.com/watch?v=vu-3m51qdLs&feature=player_embedded

"Revista da Semana" (Brasil) - Julho 1922

segunda-feira, 30 de março de 2009

"Revista da Semana" (Brasil) - Julho 1922

Partida para a Travessia do Atlântico Sul

Relatório da travessia por Sacadura Cabral
"Os preparativos da Viagem só a 26 (Março de 1922) poderiam ficar concluídos e a partida ficou decidida para o dia 30.
A 29 o tempo apresentou-se com bom aspecto, fazendo prever que poderíamos largar no dia seguinte. Fizemos as nossas despedidas oficiais e de tarde fui ultimar os derradeiros preparativos e ver se tudo estava em ordem. Aproveitei para ir ver o hidroavião até Cascais tirar algumas fotografias e ver o aspecto geral do tempo. Como esse aspecto era excelente, o Fairey foi colocado à entrada do hangar, pronto a ser colocado na zorra que o deveria lançar à água.
A 30, antes do romper do dia, fez-se alvorada e após um rápido exame do barometro e do estado geral do tempo, decidi a partida e dei ordem para se pôr o hidroavião na zorra.
Apesar da hora matutina e de não se ter anunciado a largada, iam chegando muitos visitantes cujo número foi aumentando enquanto se executava a manobra.
Preparamo-nos para a viagem tomando uma ligeira refeição. Nenhumas apreensões e uma grande confiança em que tudo correria bem. Sentimo-nos tão bem dispostos como se tratasse de um simples passeio a Cascais.
O Comandante Coutinho começou arrumando os instrumentos e livros de navegação assim como as bagagens, que se resumiam a duas pequenas mitolases cujo peso não ia além de 5 quilos. O mecânico tipo põe o motor a trabalhar ao relanti. O dia ia rompendo; vento fraco de NNW, pintando alguns salseiros mas bom aspecto geral apesar de estar caindo um ligeiro chuvisco.
Às 62,46 m aperto a mão a alguns dos visitantes cujo número já excedia uma centena e, depois de apresentar as minhas despedidas a S. Exª o Major General que nos dera a honra de vir assistir à largada, embarco e dou ordem para arrear o hidro.
O hidroavião entra na água, um pouco mais de gás e ele vai hidroplanando até à entrada da Doca do Bom Sucesso onde os visitantes e a guarnição do Centro de Aviação se tinham apinhado. Ainda tempo para esboçar um último adeus e uma vez saída a apertada garganta da doca, corto para a outra margem do rio afim de tomar posição para descolar.
Ás 7 horas meto face ao vento e a toda a força do motor, Alea jacta est. O motor gira a 1.800 rotações e o hidro, após uns 15 segundos de corrida, descola sem dificuldade tendo a bordo 220 galões de gasolina e 15 de óleo. Sobre a terra um ligeiro aguaceiro e um arco-íris completo envolvendo a histórica Torre de Belém como uma auréola de glória. Vemos ainda lenços agitando-se na muralha do centrod e Aviação. Um último adeus e, voando suavemente, meto proa ao Bugio, sobre o qual passamos às 7 horas e 5 minutos. Estava iniciada a Travessia aéria Lisboa-Rio."

30 de Março de 1922

"Por ares nunca dantes navegados"

A 30 de Março de 1922, faz hoje 87 anos, partiram de Lisboa Sacadura Cabral e Gago Coutinho, a bordo do hidroavião Lusitânia, para a 1ª Travessia Aérea do Atlântico Sul. Depois de muitas aventuras, chegariam ao Rio de Janeiro a 17 de Junho de 1922.

domingo, 29 de março de 2009

Joshua Benoliel - Precursor da fotografia (1873 -1932)

Nascido a 13 de Janeiro de 1873, Joshua Benoliel foi um das figuras mais marcantes do jornalismo português. De ascendência judaica, possuía cidadania britânica da qual nunca abdicou. Mas foi em Portugal que viveu, construindo uma importante carreira como repórter fotográfico.

Precursor da reportagem fotográfica em Portugal, Benoliel teve uma vida profissional que se tornou célebre pela singularidade e empenho com que era exercida.
A sua obra contém um grande valor histórico, na medida em que retrata um período conturbado da sociedade portuguesa, com a Queda da Monarquia e a Revolução Republicana de 1910.

Durante 30 anos trabalhou para jornais e revistas nacionais e estrangeiras ("ABC", "Madrid"; "Ilustration", "Londres"), mas foi ao "Século" e à "Ilustração Portuguesa" que consagrou a maior parte da sua actividade jornalística, contribuindo para o sucesso destas publicações.
Publicou "Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa", obra em fascículos que englobou as fotografias tiradas entre 1903 e 1918.

Benoliel esteve nos grandes acontecimentos, fotografando a queda da monarquia em Espanha, a preparação de Portugal para a I Guerra Mundial, as recepções dos chefes de Estado ou dos representantes diplomáticos, as festas da sociedade e outros. Acompanhou, ainda, para a Europa e até ao Brasil, Réis e Presidentes da República, com quem estabelecia relações de amizade.
Extrovertido, culto e inteligente, gozava de prestígio internacional, possuindo as Palmas da Academia Francesa e as comendas da Ordem de Sant’Iago de Espada e do Mérito Civil Espanhol. Estas características, aliadas ao domínio das técnicas da fotografia, adquiridas ao longo de oito anos de trabalho em revistas ilustradas, e à sua intuição jornalística, tornaram única a sua obra.
A Benoliel interessava o conteúdo informativo e o impacto que ele produziria no público, afirmando que “mais vale um bom cliché do que um óptimo artigo.”.
Para além da sua actividade jornalística, Benoliel era também bibliófilo, representando em Portugal a livraria Maggs Brothers, de Londres, para a qual disputava, nos grandes leilões de livros as melhores obras que iam à praça.
Benoliel faleceu a 3 de Fevereiro do 1932.

Alcino dos Reis

Fotografia de Foto Arte/Eduardo Teixeira Pinto
Alcino dos Reis é em Amarante uma das personagens incontornáveis do século XX, pelo seu empreendedorismo, pela sua visão estratégica sobre a importância da actividade turística e pela capacidade que sempre teve de aproveitar aquilo a que hoje chamamos marketing como instrumento de promoção dos nossos produtos e serviços.
A ele se deve aquele famoso folheto com o "Acórdão das Freiras de Sta Clara" e a factura da pintura dos santos, já aqui publicado nas "Margens".
Alcino do Reis era natural de Chaves e ter-se-á instalado em Amarante por volta de 1910. Em 1916 encontramos já um postal circulado editado pela sua "Casa de Especialidades".
Depois seria a Casa Amarantina e depois, ainda, a afinação do nome para "Casa das Lérias", "A mais Antiga de Amarante".
Nos anos 40, a Casa das Lérias era uma referência na oferta turística, tendo, para além dos doces tradicionais, serviço de restaurante e aluguer de quartos.
Alcino dos Reis nunca parou de editar postais de Amarante que hoje são importantes contributos para o conhecimento da evolução urbanística da vila, hoje cidade.
Alcino dos Reis ficaria também ligado à exploração da Pousada do Marão, uma das primeiras no país.
Hoje deixamos aqui nas "Margens" um testemunho de uma funcionária da Casa das Lérias em meados dos anos 50, D. Delminda Rosa Jesus Monteiro, que nos transmitiu a graça e a boa disposição com que Alcino dos Reis atendia o telefone utilizando a rima:
- Quem fala?
- Daqui fala Alcino dos Reis
Come lérias e pastéis
Embrulhados em papéis
Atadas em cordéis
Rua Cândido dos Reis
Telefone 16
E foguetes e pastéis.

Fascínio automóvel

Este postal representando duas jovens crianças num automóvel é extremamente curioso. Antes de mais, pela representação, pelo fascínio da velocidade, pelo ar de competição que a pintura transmite; Pelos aspectos técnicos da impressão, em baixo relevo. O que é (ainda) mais curioso é o que está no verso; Trata-se de um postal que circulou de Lisboa para Coimbra, em 23 de Janeiro de 1907. Sim, 1907. A referência ao local de venda "Postaes illustrados, chromos de felicitações - R. Alexandre Herculano, 136 a 140, Lisboa". A mensagem, destinada ao Dr Rodrigo Queiroz de Sousa Pinto, também é curiosa e demonstra a novidade da chegada do automóvel: "Ahi vae um automóvel, para ver se gosta. Um abraço. C Veiga".

Cheia no Porto - 1909

Já mostramos imagens de vários pontos do país das cheias de 1909, Coimbra, Santarém, Mirandela e Amarante. Apresentamos hoje postal representando a cheia de 1909 no Rio Douro, junto à Ribeira, nos Arcos de Miragaya, no Porto. Foi editado pela Tabacaria Cubana, da Rua de Santa Catharina, no Porto, e trata-se de uma fototipia a preto e btanco.

sábado, 28 de março de 2009

Palácio de Crystal

Magnífico postal do início do século XX representando a Nave Central do Palácio de Crystal, no Porto. Postal com o nº 41 do Editor Alberto Ferreira, da Rua Alexandre Herculano, nº 260, Porto. Trata-se de uma fototipia a preto e branco sendo visível ao fundo o monumental órgão.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Gago Coutinho, Santos Dumont e Sacadura Cabral

In Suplemento Jornal "O Século" de 17 de Fevereiro de 1969

Suplemento Jornal "O Século" - 17FEV69

Inauguração da Nova Ponte - Amarante

O Amigo António Marinho facultou aos que passam por estas "Margens" este delicioso convite para o "Almoço de Homenagem da Câmara Municipal de Amarante ao Venerando Chefe do Estado Contra-Almirante Américo Deus Rodrigues Thomaz na primeira visita que sua Excelência se dignou fazer a esta Vila e seu Concelho", em 24 de Setembro de 1967 em que inaugurou a Nova Ponte. Uma peça notável cheia de pormenores deliciosos, na ementa, nos vinhos e na fotografia da contra-capa.






quinta-feira, 26 de março de 2009

Construção da Ponte da Arrábida



A construção da ponte da Arrábida foi um projecto arrojado de um dos mais notáveis engenheiros de pontes português, o Prof. Edgar Cardoso.
Trata-se de uma ponte em arco sobre o rio Douro e ao tempo da sua construção tinha o maior arco em betão armado do mundo. Adprovado o projecto em 1955, viria a ser inaugurada em 22 de Junho de 1963.
O comprimento total da plataforma é de 615 m tendo uma largura de 27 m. O seu vão é de 270 m, e 52 de flecha, arco esse constituído por duas costelas ocas paralelas de 8 m de largura, ligadas entre si por contraventamento longitudinal e transversal.
No site da Direcção Geral de Arquivos encontramos várias fotografias da Casa Alvão, pertencentes ao espólio depositado no Centro Português de Fotografia, onde se retrata alguns dos passos dessa construção notável. Lembro-me de se contar que muitos jornalistas estrangeiros se deslocaram a Portugal nesse tempo porque estavam convictos que a ponte iria desmoronar-se e queriam fixar esse momento.

Alberto Santos Dumont

Olhando o vôo dos pássaros a humanidade sonhou conquistar o céu. O desejo de voar foi expresso nas lendas dos homens. Santos Dumont realizou esse desejo, conquistou o ar. Carinhosamente chamado de Leonardo da Vinci brasileiro, foi inventor, empreendedor, design, pacifista, lançou moda e mudou o destino dos homens. Foi justamente um brasileiro em Paris, quem deu asas à humanidade.
Na Fazenda Cabangu, Minas Gerais, a 20 de julho de 1873, nasceu Alberto Santos Dumont. Durante mais de 20 anos freqüentou os salões mais importantes da Europa. Era conhecido internacionalmente. Executou o primeiro vôo homologado, da história da aviação mundial. É o Pai da Aviação. Reconhecido em alguns países, é também lembrado como um dos pioneiros do balonismo. Morreu a 23 de julho de 1932, aos 59 anos.
Seu pai era de Diamantina, antigo Arraial do Tejuco. Nascido a 20 de julho de 1832, Henrique Dumont, filho de um francês, François Dumont, que veio para o Brasil para dedicar-se ao comércio de pedras preciosas. Henrique Dumont estudou Engenharia na França e, logo conseguiu o emprego de engenheiro de obras públicas em Ouro Preto, então capital do Estado de Minas Gerais. Em 1856, ainda em Ouro Preto, casou-se com Francisca de Santos Dumont, filha do comendador e industrial Francisco de Paula Santos.
Henrique Dumont exerceu várias atividades em Minas. Foi proprietário, junto com o sogro, da famosa Fazenda Jaguara, às margens do Rio das Velhas. Essa fazenda possuia uma igreja com altares de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que posteriormente foram transferidos para a Igreja Matriz de Nova Lima. Com espírito empreendedor, Henrique explorou barcos a vapor no rio e tornou-se engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil. Transferiu-se para o Distrito de João Aires, Estação de Rocha Dias, em Palmira, que após 1932 passou a denominar-se Santos Dumont.
No final da década de 1870, Henrique trouxe a família para o Rio de Janeiro e logo depois, para uma fazenda de café em São Paulo, região de Ribeirão Preto. Em 20 anos tronou-se um dos principais produtores do Estado. Rei do café com as atividades em pleno desenvolvimento, sofreu um acidente que o deixou paraplégico. Buscou a cura, na Europa.
Santos Dumont que desde menino se interessava por máquinas, aventuras e criaturas aladas, havia iniciado estudos na Escola de Ouro Preto. Abandonou-os para acompanhar a família. Apaixonou-se por Paris e pelo que viu de desenvolvimento tecnológico. Henrique Dumont veio a falecer no Brasil, em 30 de agosto de 1892, mas antes deixou o jovem Alberto emancipado e, com recursos para continuar os estudos, não necessitando trabalhar para o seu sustento. No final do século XIX, Santos Dumont fixou-se em Paris. Era um dos homens mais ricos do mundo e, pode dar continuidade a um sonho já antigo, o de voar. Sempre atento à questões de mecânica marcou presença e desenvolveu muitos relacionamentos nos meios balonísticos franceses. Realizou várias experiências com balões. Projetou o Brasil e o América. Para os outros não deu nomes, passou a numerá-los. Mudou-lhes o formato e baseado em experimentos já realizados, deu-lhes dirigibilidade. Executou vários projetos de dirigíveis. Tornou-se um perito nas questões dos aeróstatos. Ganhou prêmios.
A 20 de setembro de 1898, conseguiu nosso herói, a primeira ascensão de seu balão – o Santos Dumont nº 01. Foi, assim, Santos Dumont o primeiro homem que conseguiu soltar-se de um ponto na terra, subir aos ares e voltar ao mesmo lugar da partida, isto é, dar direção a um aeróstato, vencendo a resistência dos ventos.Ganhou o prêmio Deutsch com o Santos Dumont nº 06, ao circunavegar a Torre Eiffel, em 19 de outubro de 1901. Recebeu 100.00 francos, mais 26.000 de juros acumulados pelo tempo que o prêmio demorou a sair. Distribuiu metade entre seus colaboradores/equipe e a outra metade entre os trabalhadores de Paris.Em junho de 1903 o aeronauta passeava tranqüilo sobre o rio Sena, quando surgiu uma chama no motor. Santos Dumont a apagou batendo com seu chapéu. Deformado, o panamá virou amuleto e acabou fazendo moda em Paris, onde os cavalheiros elegantes já haviam adotado o colarinho alto e o cabelo repartido, como o de Santos Dumont.
Somente a 23 de setembro de 1906 é que Santos Dumont, sob a assistência do Aeroclube de Paris, fará sua experiência com o 14 Bis. Foi o primeiro avião a voar no mundo. Um vôo com auto-propulsão, ou seja, não catapultado. Foi a primeira exibição pública de uma máquina mais pesada que o ar. Fez vários ensaios. Em 23 de outubro, voou 60 metros, entre 2 e 3 metros de altura, com duração de 7 a 8 segundos. Ganhou a Taça Archadeacon, em Bagatelle. Executou o primeiro vôo homologado da história da aviação, em 12 de novembro de 1906. Voou 220 metros, a seis metros de altura, em 21 minutos e dois segundos, ganhando o Prêmio do Aeroclube da França, também em Bagatelle. Caiu com o 14 Bis em Saint Cyr, em 04 de abril de1907. Do avião restou a cesta (nacele) original, que faz parte do acervo da Fundação Santos Dumont - São Paulo/Brasil.
Prosseguiu suas experiências e em 1907, apesar do sucesso com o 14 BIS, criou sua obra-prima, o Demoiselle. De acordo com suas investigações, para o aprimoramento, foram necessárias várias versões do projeto. A de nº 21, pilotada por ele nos arredores de Paris, faz parte do acervo Fundação Santos Dumont - São Paulo/Brasil. Sofreu uma capotagem em 23 de novembro de 1909, provavelmente com a Demoiselle nº 22. Após este fato, deixou de voar. Santos-Dumont não patenteou esta invenção, deixando as pessoas livres para fabricá-lo, tornando-se assim, o primeiro avião popular do mundo. Além da França, outros países como Estados Unidos, Alemanha e Holanda também construíram o Demoiselle.
Em 1908, nos EUA, os Irmãos Wright efetuaram seus primeiros vôos públicos e bateram recordes. Estabeleceu-se grande discussão. Eles alegaram que já haviam realizado vôos maiores antes de 1906, só que em experiências isoladas, sem público e com vôo catapultado. Proclamaram-se inventores do aeroplano, polêmica até hoje sustentada em vários países. Nos EUA, Santos Dumont não encontra reconhecimento. Embora consagrado na França, acabou isolando-se. Além de balões, dirigíveis e aviões, produziu invenções, entre elas o canhão salva-vidas, aparelho marciano e chuveiro quente.
Quando o mundo se viu diante da primeira Guerra Mundial, Santos Dumont considerou que era sua responsabilidade pessoal, a destruição causada por zepelins e aviões. Seu sonho utilizado como arma militar, levou-o à depressão.
Em 1928 quando retornou ao Brasil, ficou muito abalado, na sua chegada por navio, quando o hidroavião ”Santos Dumont”, caiu matando todos os ocupantes.
Em 1932, ocorreu a Revolta Constitucionalista, em São Paulo, contra Getúlio Vargas. Aviões da União e de Minas Gerais bombardearam São Paulo. Santos Dumont em profunda crise, enforcou-se no banheiro, com uma gravata. Estava no Guarujá- SP. Seu corpo foi transportado para o Rio de Janeiro e sepultado, com homenagens de toda a Nação Brasileira.
In site da Fundação Santos Dumont

quarta-feira, 25 de março de 2009

Encerrada a Linha do Tâmega

A Câmara de Amarante emitiu um comunicado onde explica o encerramento da Linha do Tâmega, por razões de segurança. Encerrar uma Linha em poucas horas, sem avisar sequer as Câmaras locais é porque a situação é mesmo muito grave pondo em risco a segurança de pessoas e bens. Fica a garantia que irá abrir logo que as obras terminarem. O método de comunicação da decisão foi infeliz e trapalhão. Quanto ao mais, logo veremos.

"Encerramento da Linha do Tâmega: Câmara emite comunicado

A propósito do encerramento da Linha do Tâmega, decidido a 24 de Março pela Secretaria de Estado dos Transportes, a Câmara Municipal de Amarante emitiu o seguinte comunicado:
1. A Câmara Municipal de Amarante foi surpreendida, ao início da manhã de hoje, por notícias que davam conta do encerramento da Linha do Tâmega no troço que ainda resta, entre Livração e a cidade de Amarante.
2. Tal surpresa resulta do inesperado da informação e também do facto de, ainda há apenas quatro dias, termos comemorado os 100 anos da chegada do comboio a Amarante, efeméride em que esteve envolvida a própria CP.
3. No sentido de averiguar da autenticidade da informação que estava a ser veiculada pelos media, o Presidente da Câmara Municipal de Amarante, Dr. Armindo Abreu, questionou a Secretaria de Estado dos Transportes sobre o assunto.
4. A titular daquela pasta, Engª. Ana Paula Vitorino, informou de deligências que havia feito no dia de ontem para contactar o Senhor Presidente da Câmara, ausente de Amarante por afazeres públicos e, por isso, não contactável.
5. A Senhora Secretária de Estado dos Transportes confirmou o encerramento da via, tendo informado que a decisão se deve à detecção de graves problemas de segurança, expressos num Relatório de que teve conhecimento na tarde de terça-feira, 24 de Março. Garantiu, porém, que o encerramento tem um carácter temporário e que a Linha do Tâmega será reaberta logo que sejam realizadas obras de beneficiação da via e forem solucionados os problemas detectados. Mais garantiu a Senhora Secretária de Estado dos Transportes que serão lançados, de imediato, os projectos para a reconversão da linha.
6. Perante esta explicação, a Câmara Municipal de Amarante não tem alternativa que não seja aceitar o encerramento temporário da Linha do Tâmega, mantendo-se atenta ao evoluir da situação e ao cumprimento das intenções anunciadas.
7. Uma vez mais, a Câmara Municipal de Amarante manifesta a sua disponibilidade para assumir a gestão e exploração da Linha do Tâmega no caso de a CP e a REFER virem a manifestar desinteresse por aquela via.
8. Entretanto, o Município está a estudar soluções alternativas de transporte que, oportunamente, serão comunicadas aos utentes da Linha do Tâmega.
Amarante, 25 de Março de 2009"

Lisboa - Bairro de Alfama

Postal do Bairro de Alfama. Edição Superbia. Sem data. Exemplar não circulado.

Lisboa - Largo do Salvador

Postal do Largo do Salvador. Edição Colecção Passaporte (Loty). Sem data. Exemplar não circulado.

Lisboa - Bairro de Alfama - Rua da Regueira

Postal do Bairro de Alfama, Rua da Regueira. Editado por Colecção Passaporte "Loty". Sem data. Exemplar não circulado.

Lisboa - Bairro de Alfama

Iniciamos uma nova etiqueta dedicada aos locais pitorescos da cidade de Lisboa. Apresentamos um postal colorido "154 - Lisboa Pitoresca - Bairro Antigo de Alfama" Ed. Torres, cerca anos 50. Exemplar não circulado.

Encerrada a Linha do Tâmega

Nem queria acreditar quando manhãzinha li no Marão online a notícia que transcrevo:

"As Linhas Ferroviárias do Torgo e Tâmega vão ser encerradas provisoriamente por razões de segurança até que sejam realizadas intervenções, previstas para se iniciarem dentro de quatro meses, e a Linha do Tua continuará suspensa, anunciaram hoje a CP e Refer.
Em comunicado conjunto, a CP e a Refer explicaram que esta decisão surge por terem sido "identificados factos negativos relacionados com a condição técnica das linhas de bitola métrica do Tâmega, Corgo e Tua" que surgem após o inquérito aos acidentes na Linha do Tua, determinados pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de 24 de Outubro de 2008.
No seguimento do inquérito, "a REFER e a CP concluíram pela necessidade de suspender a operação do serviço ferroviário nas linhas do Tâmega e do Corgo, e manter a suspensão do serviço na Linha do Tua entre o Cachão e a Foz do Tua, até se executarem as intervenções necessárias ao cumprimento do normativo técnico estabelecido".
As duas empresas anunciaram ainda que as intervenções nas linhas do Tâmega e Corgo têm início previsto para dentro de quatro meses e que serão consultados previamente os municípios e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Norte.
Durante o período necessário para serem realizadas as intervenções nestas linhas serão providenciados transportes rodoviários alternativos."


E pensei se era 1 de Abril porque ainda no sábado a Linha do Tâmega comemorou 100 Anos.
Bem, se encerra por razões de segurança, aceita-se porque a segurança de pessoas e bens tem que estar acima de tudo.
Certamente que saberemos mais sobre estes "factos negativos relacionados com a condição técnica das linhas de bitola métrica do Tâmega, Corgo e Tua" e sobre o prazo para a intervenção. Mas fiquei curioso!

terça-feira, 24 de março de 2009

Porto - Palácio de Cristal

O Palácio de Cristal que conhecemos tem pouco a ver com o edifício nobre que existiu no mesmo local. Deixamos dois postais da época para se ter uma ideia das diferenças.

Excelente postal "Porto - Palacio de Crystal - Fachada", Editor - Alberto Ferreira - Batalha - Porto. Exemplar circulado em 20 de Junho de 1904.

Postal "Palacio de Crystal", edição Emílio Biel & Cª - Porto, nº 64. Cerca de 1900.

Porto - Cais dos Guindais

Postal retratando descarga de vinho nos Guindais. Editor Alberto Ferreira - P. Batalha - Porto. Cerca de 1905
Cais dos Guindais. Editado por Estrela Vermelha - Carlos Pereira Cardoso. Cerca de 1900

Porto antigo - Barredo

Postal "Porto - Uma rua do Barredo (2)", Editor Alberto Ferreira - Batalha - Porto. Cerca de 1905

Postal "Porto Antigo - Barredo", editado por Arnaldo Soares. Cerca de 1905


domingo, 22 de março de 2009

Bilhete do "Comboio do Centenário"

Bilhete da viagem do "Comboio do Centenário" da Linha do Tâmega.

Mapa do Caminho de Ferro Penafiel à Lixa

O primeiro troço de Penafiel a Novelas começou a funcionar em 10 de Novembro de 1912 sendo inaugurado no dia 16 de Fevereiro de 1913 e a viagem custava 4o réis.

A 8 de Novembro de 1913 foi inaugurado o troço Penafiel (Novelas) - Lousada.

Em Junho de 1914 foi inaugurado o troço Lousada - Felgueiras.

Em Setembro de 1914 foi inaugurado o troço Felgueiras - Lixa.

Em 13 de Abril de 1915 foi inaugurado o troço até à Torre.

Em 27 de Junho de 1915 o comboio chegou a Entre-os-Rios.

In "O Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa e Entre-os-Rios", de José Fernando Coelho Ferreira, 3ª edição - 2000.

Centenário da Chegada do Comboio a Amarante (3)










Centenário da Chegada do Comboio a Amarante (2)






Mulheres Portuguesas - 6

Excelente postal com a legenda "Sua Magestade El-Rei D. Manoel aos 5 mezes". Apesar de ser dedicado ao nosso último monarca, destacamos nesta etiqueta de "Mulheres Portuguesas" a beleza da ama. Postal sem indicação do editor, circulado em 2.12.1908.